Novas imagens e dados sobre o cometa 3I/Atlas serão divulgados nesta quarta-feira (19/11). Desde o início do monitoramento, a Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa na sigla em inglês, colocou diversos telescópios para observar esse corpo celeste e agora começará a compartilhar mais registros obtidos desde sua descoberta, em 10 de julho deste ano.
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A paralisação do governo dos Estados Unidos, que durou 43 dias, tornando-se a mais longa da história, resultou no fechamento temporário da Nasa e de outras agências federais. Isso impediu a análise de dados recentes e relevantes.
Nesta quarta-feira (19/11), às 17h, a agência espacial realizará uma coletiva de imprensa para apresentar todas as imagens coletadas nas últimas semanas.
Os resultados mais importantes e curiosos envolvem o planeta Marte. Isso porque, justamente no período em que o cometa passou próximo ao Planeta Vermelho, a paralisação do governo norte-americano estava em vigor, dificultando o acompanhamento em tempo real.
Em 3 de outubro, o cometa chegou a aproximadamente 29 milhões de quilômetros (18 milhões de milhas) de Marte. No dia seguinte, foram divulgadas observações feitas pelas missões Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA).
Até mesmo a sonda chinesa Tianwen-1 registrou uma imagem do fenômeno, publicada algumas semanas depois. Os dados das sondas da ESA permitiram melhorar em até dez vezes a estimativa da órbita do cometa.
Durante a suspensão das operações federais, algumas imagens capturadas por satélites da NASA continuaram a aparecer em repositórios públicos. Cientistas cidadãos também divulgaram registros que pareciam mostrar o cometa no céu marciano.
No entanto, sem a validação oficial da equipe científica, não era possível confirmar esses avistamentos. Além disso, as missões em Marte e em sua órbita não foram projetadas especificamente para observar objetos tão tênues, o que tornou as análises ainda mais desafiadoras.
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