saúde da mulher

Mamografias crescem e chegam a 174 mil exames no Brasil em 2025

Celebrado em 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia reforça a importância do rastreamento e da detecção precoce do câncer de mama

Mulheres entre 50 e 54 anos lideram a adesão à mamografia, com 96,6% -  (crédito: Freepik)
Mulheres entre 50 e 54 anos lideram a adesão à mamografia, com 96,6% - (crédito: Freepik)

Nesta quinta-feira (5/2), é celebrado o Dia Nacional da Mamografia, data que destaca a atenção aos cuidados preventivos contra o câncer de mama — exames cada vez mais procurados pelas mulheres brasileiras. Prova disso é que a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) realizou 174.200 mamografias em 2025, uma média aproximada de 14 mil exames por mês, conforme dados de rastreamento no Brasil. 

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A concentração de exames ocorre entre mulheres de 50 a 54 anos, com 96,6% de adesão, motivada principalmente pela mamografia de rastreamento, voltada à detecção precoce do câncer de mama em mulheres assintomáticas. Já o grupo de 40 a 49 anos apresentou crescimento acentuado, alcançando um pico de 25 mil atendimentos. Para a médica radiologista especialista em mamas da FIDI, Dra. Vivian Milani, a ampliação da faixa etária é estratégica: “A maior incidência do câncer de mama está na faixa dos 40 aos 60 anos e, portanto, fazer o rastreamento de mulheres nessa faixa etária auxilia na detecção precoce da doença, possibilitando maiores chances de cura”.

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O avanço no acesso também foi impulsionado pela sanção da Lei nº 15.284, de 18 de dezembro de 2025, que garante a todas as mulheres a partir dos 40 anos o direito à mamografia pelo SUS, mesmo sem sinais ou sintomas, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. A medida alinha o Brasil às práticas internacionais de diagnóstico precoce e fortalece o rastreamento e o tratamento no sistema público.

Outro indicador relevante é a mudança no perfil das pacientes atendidas. Em 2021, grande parte chegava aos hospitais com câncer em estágio avançado. Em 2025, o cenário se inverteu: a maioria realiza mamografias de controle. Os dados mostram queda expressiva nos casos classificados como BI-RADS 6 (quando o câncer já está comprovado no momento do exame) de 686 registros para 120 casos em 2025.

Para 2026, a FIDI projeta estabilidade entre 170 mil e 175 mil exames, com tendência de aumento da procura em outubro. Em 2025, esse mês concentrou o maior volume, com 19.104 mamografias, superando os picos de 2023 e marcando o melhor resultado da série histórica da instituição.

Exame simples e eficaz, a mamografia permite identificar alterações como nódulos, calcificações e assimetrias, sendo fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de mama. No contexto das campanhas nacionais, a FIDI reforça o rastreamento como estratégia central de prevenção. “A prevenção é um cuidado contínuo e manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, exercícios físicos, hidratação e atenção à saúde física e mental, fortalece o organismo e contribui para o bem-estar como um todo”, aponta Milani.

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postado em 05/02/2026 13:28
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