DESCOBERTA

Nasa descobre sistema estelar raro que caberia na órbita de Mercúrio

TIC 120362137 é formado por quatro estrelas a uma distância nunca antes vista; especialistas apontam o futuro da formação estelar

TIC 120362137 é formado por três estrelas centrais que orbitam entre si e uma quarta que gira em torno das demais -  (crédito: Brian P. Powell/NASA Goddard Space Flight Center)
TIC 120362137 é formado por três estrelas centrais que orbitam entre si e uma quarta que gira em torno das demais - (crédito: Brian P. Powell/NASA Goddard Space Flight Center)

Um estudo com utilização do telescópio TESS, da Nasa, identificou o sistema estelar 3+1 mais compacto já observado. O sistema, chamado de TIC 120362137, é formado por quatro estrelas massivas, que estão juntas até demais, em uma distância jamais vista antes.

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As primeiras observações do TIC 120362137 datam do período entre 2019 e 2024, mas as novas análises trazem descobertas impressionantes sobre a formação. Considerado raro, o sistema 3 + 1 é formado por três estrelas centrais que orbitam entre si e uma quarta que gira em torno das demais.

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O espaço ocupado pelo trio central é tão compacto que caberia na órbita de Mercúrio ao redor do Sol. Já a quarta componente, com órbita de 1.045,5 dias, está mais perto do centro do sistema do que Júpiter em relação ao Sistema Solar. 

Arranjos como esse são geralmente instáveis devido à massa semelhante dos corpos cósmicos que o integram, gerando perturbações gravitacionais. Isso não acontece com o  TIC 120362137 que, apesar de extremamente compacto, é estável. Essa configuração estranha desafia os padrões astronômicos e traz novas informações sobre os sistemas do gênero. 

Mesmo com a alta compactação, os astrônomos conseguiram analisar cada estrela individualmente, o que torna esse o 3+1 mais estudado até o momento. Além das descobertas sobre as características dos corpos celestes, cientistas conseguiram detectar qual deve ser o futuro desse sistema. 

“Descobrimos que, após múltiplas fases de gigante vermelha e perdas substanciais de massa, as estrelas do sistema triplo interno irão se fundir em uma única anã branca, provavelmente em uma escala de tempo astronomicamente curta de apenas cerca de 300 milhões de anos”, explica o coautor do estudo, Dr. Tibor Mitnyan, ao IFLScience. “Nosso modelo evolutivo prevê que o sistema binário dessas duas anãs brancas terá um período orbital de aproximadamente 44 dias.”

Mas essa transformação fascinante de sistema quádruplo em binário só deve acontecer daqui a 9,39 bilhões de anos. “Também é interessante notar que, se um sistema duplo de anãs brancas como esse for encontrado hoje, os observadores provavelmente não teriam ideia de que ele poderia ter vindo de um sistema quádruplo 3+1 tão exótico e compacto, com um período externo de cerca de mil dias”, finaliza.

 

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postado em 04/03/2026 14:22
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