Conhecida popularmente pela cor vermelha e pintas pretas, as joaninhas são pequenos besouros da família Coccinellidae. Além da beleza, elas têm um grande papel ecológico essencial para o equilíbrio do ecossistema.
Apesar da aparência delicada que remetem, as joaninhas são insetos surpreendentemente resistentes. Cada uma pode devorar até 50 pulgões por dia, desempenhando um papel essencial na agricultura ao controlar pragas de forma natural. Elas também carregam um forte simbolismo: em diversas culturas, são associadas à sorte e à prosperidade.
O biólogo Hudson Monteiro explica ao Correio que há mais de 5 mil espécies de diferentes joaninhas espalhadas pelo mundo. Encontrar um exemplar de joaninha em casa não costuma ser um problema, pois as casas acabam sendo mais um tipo de “moradia temporária” para esses insetos.
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Hudson explica que as joaninhas seguem o princípio básico de outros insetos: buscar abrigo e comida. Agora, se na casa tem muitas plantas, esse pode ser o principal atrativo para esses besouros coloridos.
Elas se alimentam de pulgões, cochonilhas e pequenos insetos sugadores de seiva. Então, se houver infestação desses animais, que costumam ser pragas para as plantas, pode ser o atrativo para as joaninhas, predadoras naturais desses insetos.
Com as oscilações de temperatura, especialmente no outono e no inverno, é mais comum as aparições desses insetos no interior das casas. É um comportamento básico de sobrevivência, buscar abrigos mais equilibrados, sem tantas variações de temperatura.
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Em geral, as joaninhas não são insetos que não transmitem doenças. Algumas espécies, porém, podem eliminar substâncias de defesa que costumam ter odor forte, e em pessoas com muita sensibilidade pode ser incômodo. Mas comparados a outros insetos que se hospedam em casas, são consideradas inofensivas.
O biólogo ressalta também que nem toda joaninha é vermelha com pintas pretas. Com milhares de espécies, há variações em amarelo, preto, laranja e até sem manchas. Essas cores vibrantes funcionam como um alerta para predadores, um fenômeno chamado Aposematismo, indicando que não são palatáveis, ou seja, um alerta de “meu gosto é ruim”.
*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia
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