Uma das aproximações mais aguardadas pelos astrônomos em 2026 acontece neste sábado (27/6). O asteroide 152637, mais conhecido como 1997 NC1, passará perto da Terra em um encontro considerado raro pelos especialistas. A boa notícia é que o fenômeno poderá ser acompanhado tanto por observadores experientes quanto de forma amadora.
Apesar de ser classificado como um asteroide potencialmente perigoso, não existe qualquer risco de colisão. O termo é usado pela comunidade científica para objetos que possuem grande tamanho e órbitas que passam relativamente próximas da Terra. Neste caso, a distância mínima será de cerca de 2,56 milhões de quilômetros, o equivalente a aproximadamente 6,7 vezes a distância entre a Terra e a Lua.
O 1997 NC1 tem dimensões estimadas entre 700 metros e 1,6 quilômetro de diâmetro. Descoberto em 1997, ele é monitorado por observatórios ao redor do mundo. O encontro deste ano é especial porque uma aproximação parecida não acontecia há mais de quatro séculos e a próxima só deve ocorrer em 2133.
O momento de maior aproximação ocorrerá por volta das 8h16 da manhã no horário de Brasília. Como será durante o dia no Brasil, a observação direta nesse instante fica praticamente impossível para a maioria das pessoas.
Por isso, os melhores horários para acompanhar o fenômeno serão durante a noite dos dias 26 e 27 de junho, quando o asteroide estará mais brilhante e poderá ser registrado por telescópios e binóculos.
Como assistir pela internet
A forma mais simples de acompanhar a passagem será por meio das transmissões gratuitas do projeto astronômico Virtual Telescope Project.
As lives estão programadas para os dias 26 e 27 de junho, com início às 20h no horário de Brasília. Durante a transmissão, telescópios robóticos mostrarão imagens em tempo real do asteroide cruzando o céu.
Dá para ver com equipamentos próprios?
Sim. No período entre 25 de junho e 1º de julho, o objeto permanecerá brilhante o suficiente para ser localizado por observadores amadores. No auge da aproximação, ele atingirá magnitude próxima de 10, nível que permite observação com pequenos telescópios e em condições favoráveis, até com binóculos astronômicos.
O ideal segundo astrônomos é procurar locais afastados das luzes urbanas e observar o céu em noites de tempo limpo. A presença da Lua cheia no fim de junho pode dificultar um pouco a visualização, mas não deve impedir a observação com equipamentos adequados.
*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe
