
Guardar as células-tronco do cordão umbilical do bebê tornou-se uma opção considerada por muitas famílias na reta final da gravidez. O procedimento, que envolve a coleta de material logo após o parto, é apresentado como um seguro biológico para o futuro da criança. Com custos iniciais que variam de R$ 3 mil a R$ 5 mil, além de taxas anuais de manutenção, a principal dúvida que surge é se o investimento realmente faz sentido.
O processo de coleta é simples, rápido e totalmente seguro, não interferindo no parto. Realizado logo após o nascimento e o clampeamento do cordão, o sangue que resta na porção umbilical e na placenta é drenado para uma bolsa específica. O procedimento é indolor tanto para a mãe quanto para o bebê.
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As células-tronco do cordão umbilical são células jovens e versáteis, com capacidade de se transformar em diferentes tipos de tecidos do corpo. Seu uso já está consolidado pela ciência para tratar cerca de 80 doenças, principalmente as que afetam o sistema sanguíneo e imunológico, como leucemias, linfomas e anemias graves. Quando armazenadas corretamente em tanques de nitrogênio líquido, essas células permanecem viáveis por décadas. O material coletado pode ser usado tanto pelo próprio bebê quanto por um familiar compatível, como um irmão.
Quais são as limitações?
Apesar do potencial, existem restrições importantes. A principal delas é a quantidade de material obtido. O volume de sangue do cordão umbilical geralmente é pequeno, o que pode tornar a amostra insuficiente para tratar uma pessoa adulta. O uso costuma ser mais eficaz em crianças e adolescentes com até 50 quilos.
Outro ponto fundamental é que, para doenças de origem genética, as células do próprio indivíduo não servem para o tratamento, pois carregam o mesmo defeito que causou o problema. Nesses casos, a solução é recorrer a um doador compatível, que pode ser encontrado em bancos de medula óssea ou em bancos públicos de cordão umbilical.
No Brasil, a doação para bancos públicos, como os da Rede BrasilCord, é gratuita e altruísta. O material fica disponível para qualquer paciente compatível que precise de um transplante, ampliando as chances de tratamento para a população em geral.
Quando o armazenamento privado é indicado?
O armazenamento em um banco privado faz mais sentido quando já existe um histórico familiar de doenças tratáveis com células-tronco. Se a família tem um filho mais velho com leucemia, por exemplo, o bebê que vai nascer tem 25% de chance de ser um doador 100% compatível, o que justifica o investimento.
Para famílias sem esse histórico, a probabilidade de usar as células guardadas é considerada extremamente baixa. Por essa razão, diversas sociedades médicas e órgãos de saúde incentivam a doação para os bancos públicos. Essa atitude aumenta o estoque disponível no país e pode salvar a vida de alguém que realmente precisa do transplante.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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