A febre do Nilo Ocidental, uma infecção transmitida pela picada de mosquitos, registrou quatro casos e uma morte no Brasil em 2026. Embora rara no país, a doença volta a chamar a atenção das autoridades de saúde, tornando importante conhecer os sintomas e formas de prevenção.
O vírus é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Culex, que se infectam ao picar aves silvestres e depois repassam o agente aos humanos. A maioria das pessoas infectadas não desenvolve sintomas ou apresenta apenas manifestações leves.
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Segundo Tobias Garcez, infectologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT/UFNT), os sinais, quando surgem, incluem febre de início repentino, mal-estar, vômitos e dores no corpo, nos olhos e na cabeça. Manchas na pele também podem aparecer.
Em uma pequena parcela dos pacientes, a infecção pode evoluir para formas graves com manifestações neurológicas, como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda. Os quatro casos confirmados em 2026 foram em São Paulo (dois) e Santa Catarina (dois), onde uma idosa de 77 anos morreu.
Diagnóstico e prevenção
Por ser uma infecção esporádica, o diagnóstico laboratorial não é amplamente disponível. As amostras são geralmente enviadas para laboratórios de saúde pública para exames que detectam anticorpos no sangue ou no líquido cefalorraquidiano.
Não existe vacina ou tratamento antiviral específico para a doença em humanos. Por isso, a prevenção é a principal ferramenta. As medidas incluem o monitoramento e controle de mosquitos pelos órgãos públicos, além de cuidados individuais.
Para a proteção pessoal, é recomendado o uso de repelente e a instalação de barreiras físicas, como telas em janelas e portas, para impedir a entrada do inseto em casa. A eliminação de água parada em recipientes também é fundamental.
Garcez tranquiliza a população, afirmando que não há motivo para aflição. No entanto, ele recomenda que gestores e órgãos públicos formalizem protocolos e notas técnicas caso o número de casos continue a aumentar.
*Com informações da Agência Gov
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
