Covid-19

Vacinas contra covid podem ajudar a barrar coronavírus de morcegos, diz estudo

A equipe descobriu que sarbecovírus capazes de usar receptores ACE2 de muitas espécies diferentes estavam, em grande parte, confinados ao mesmo grupo evolutivo que o Sars-CoV-2

Descoberta pode levar a vacinas de nova geração, dizem autores -  (crédito:  Bicanski/pixnio/Divulgação )
Descoberta pode levar a vacinas de nova geração, dizem autores - (crédito: Bicanski/pixnio/Divulgação )

Pessoas vacinadas contra a covid-19 ou que se recuperaram da infecção por Sars-CoV-2 podem ter imunidade a outros coronavírus transmitidos por morcegos com potencial de ameaça à saúde humana no futuro. Segundo pesquisadores do Instituto Pirbright e do King's College London (KCL), no Reino Unido, as zoonoses associadas a esses animais com maior probabilidade de infectar múltiplas espécies são justamente as mais próximas ao patógeno responsável pela pandemia dos últimos seis anos. Por isso, também podem ser mais facilmente reconhecidos pela imunidade adquirida pela doença ou pelas vacinas. 

No estudo, publicado na revista Plos Biology, os cientistas examinaram como um grupo diverso de sarbecovírus de morcegos — o subgrupo que inclui o Sars-CoV-1 e o Sars-CoV-2 — interage com a ACE2, o receptor celular usado por muitos coronavírus para entrar nas células hospedeiras. Eles avaliaram a capacidade desses micro-organismos de usar essas proteínas de diversas espécies de morcegos e mamíferos, incluindo humanos, animais de criação e roedores.

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Barreira

A equipe descobriu que sarbecovírus capazes de usar receptores ACE2 de muitas espécies diferentes estavam, em grande parte, confinados ao mesmo grupo evolutivo que o Sars-CoV-2. "Nossos resultados sugerem que os coronavírus de morcegos atualmente considerados os mais propensos a se disseminarem para humanos também são os mais propensos a serem reconhecidos pela imunidade existente contra a covid-19”, disse, em nota, Nazia Thakur, principal autora do estudo. “Embora o risco de transmissão nunca possa ser eliminado, a exposição generalizada ao Sars-CoV-2 pode ter aumentado a barreira para que vírus relacionados se estabeleçam em populações humanas."

Experimentos adicionais realizados no King's College London e no Instituto Pirbright identificaram diversos anticorpos monoclonais capazes de reconhecer uma gama notavelmente diversa de sarbecovírus, disseram os autores. Em um segundo artigo complementar, publicado na mesma revista, eles afirmam ter localizado o ponto de ligação dessas proteínas de defesa com a proteína spike (usada pelo vírus para entrar nas células). Segundo os cientistas, a descoberta oferece pistas importante para o desenvolvimento de vacinas e terapias de próxima geração. 

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postado em 02/10/2026 05:06
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