PRIMEIROS BILHÕES DE ANOS

Cientistas recriam imagens dos primeiros anos de vida do universo

Simulação Lumina acompanha momentos em que estrelas e buracos negros acabaram com escuridão

Imagens dos primeiros dois bilhões de anos de vida do Universo -  (crédito: Reprodução/Lumina)
Imagens dos primeiros dois bilhões de anos de vida do Universo - (crédito: Reprodução/Lumina)

Um grupo de cientistas reconstruiu imagens dos primeiros anos de vida do Universo, quando o surgimento de estrelas e buracos negros o tiraram da escuridão. Em imagens, bolhas de luz aparecem em volta das primeira galáxias, e, depois de crescerem e se juntarem, dissolvem a névoa de gás frio que tomava o cosmos primitivo, e espalha o brilho.  

O grupo internacional de cientistas divulgou as imagens no último domingo (25/10). Os resgistros foram feitos por meio do Lumina, simulação oriunda do supercomputador norte-americano Frontier, e publicados na revista científica britânica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, nessa segunda (26/10).

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A base da criação foi a realidade do Universo logo após a explosão do Big Bang, medidas por satélites. Em seguida, foi permitido que as leis da física fizessem o próprio trabalho. Os primeiros dois bilhões de anos foram usados como recorte de tempo. 

De acordo com a publicação, o resultado, ainda que seja condizente com boa parte do que os telescópios viram do período em questão, mostra menos galáxias gigantes do que o telescópio espacial James Webb, dos Estados unidos, tem encontrado. Os autores ressaltam que as galáxias da época jovial do Universo crescerem mais rápido do que as teorias da atualidade são capazes detalhar. 

O supercomputador acompanhou o movimento de centenas de bilhões de pedacinhos de gás e de matéria escura. O trecho escolhido do Universo para recriação tem cerca de 1,6 bilhão de anos-luz de lado. Isso permite que sejam vistas as diferentes evoluções de regiões distantes. A gravidade da matéria escura funciona como base para definir onde as galáxias se formaram. 

Entenda a chegada da luz no começo da existência do Universo 

O Universo, conforme crescia, esfriou, graças a forte presença de um gás de hidrogênio e hélio. No princípio, logo após o Big Bang, era muito quente. O gás em questão era como uma neblina, pois bloqueava a luz mais energética, incapaz de alcançar grandes distâncias. 

Quando vieram as primeiras estrelas, a neblina começou a se dissipar. Cerca de 100 milhões de anos depois do começo de tudo, as luzes, fortes, "quebravam" os átomos do gás. Quebrado, deixava a luz passar. Assim, o Universo deixava a escuridão. No entanto, isso não aconteceu de forma homogênea, e nem imediatamente. 

De acordo com a simulação, as regiões com mais galáxias ganharam luz primeiro. Os últimos pontos só se livraram da névoa por volta de 1 bilhão de anos depois do Big Bang.  

A segunda etapa foi proporcionada por quasares, buracos negros gigantes. Mais difíceis de serem quebrados, os átomos do hélio precisaram justamente da luz destes buracos negros, que brilham enquanto engolem gás. Por serem raros e potentes, abriram bolhas maiores e mais espalhadas pelo Universo. No entanto, cumpriu a missão na altura dos 2 bilhões de anos de vida.

O restante dos dados obtidos pelo Lumina só foram disponibilizados ao grupo de cientistas em questão. Os demais terão o acesso total apenas em 2028. No entanto, novos estudos já são preparados para comparar os resultados com observações feitas pelos telescópios.  

 

 


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postado em 27/10/2026 18:23
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