Em 2025, o espetáculo “A Procura da Água” completa dez anos de trajetória, consolidando-se como uma das obras infantojuvenis mais relevantes quando o tema é sustentabilidade, consciência socioambiental e democratização do acesso à arte.
Para a atriz Michele Muniz, dramaturga e produtora, revisitar essa década é reencontrar memórias marcantes, amadurecimento artístico e a certeza de que o teatro segue sendo o motor que impulsiona sua criação.
A estreia da peça permanece como uma das lembranças mais vivas para a artista. “Ver o espetáculo no palco, a realização em si, encontrando o público. Aquilo ficou muito marcado para mim”, relembra. Ao longo dos anos, a obra passou por transformações importantes, com mudanças no elenco, nova direção com a chegada de Luana Miguel, renovação de figurinos e cenário e uma preparação musical mais intensa que acompanhou a circulação por diversas cidades. Apesar das adaptações, a essência que move a narrativa segue intacta.
Com discurso ambiental desde sua criação, o espetáculo dialoga com questões urgentes. Para Michele, houve avanço na forma como o público enxerga temas socioambientais, embora ainda existam desafios. “Evoluímos no discurso, mas ainda há muito para evoluir nas práticas e na educação. O dia a dia e os hábitos precisam estar alinhados”, afirma.
A atriz também reflete sobre seu amadurecimento como dramaturga e produtora. “A maturidade é maravilhosa. Ela nos mostra que nosso ofício é uma construção. Hoje vejo que consistência e constância fazem uma carreira. Mesmo quando isso não estava tão claro, fui caminhando e construindo. O tempo me fez entender que o artista precisa criar e realizar. É o que eu faço.”
Com apresentações em 15 estados brasileiros e milhares de espectadores, democratizar o acesso à cultura é uma das frentes que Michele mais valoriza. “Entendo isso como um dos objetivos do meu trabalho. O teatro é popular e faz sentido alcançar muitas pessoas através dele.”
A relação profunda com o público infantil vem de uma memória pessoal. “A criança que eu fui me move. Eu conheci a arte em um projeto como esse, e isso mudou minha vida.”
Além do teatro, Michele expandiu sua atuação no audiovisual, seja no longa “Licença para Enlouquecer”, seja no canal “Não Mi Corta”. “O teatro é minha base. Se faço algo no cinema ou na internet, é porque o teatro me deu formação e ferramentas. Tudo se comunica.”
Na gestão de projetos culturais, ela encontrou coragem e profissionalização. “Ser artista é a profissão da coragem. Aprendi a me organizar e a lidar com desafios, sem deixar apagar a chama da criatividade.”
O futuro de “A Procura da Água” segue em expansão, com novas turnês planejadas e o desenvolvimento de um roteiro para levar a história ao audiovisual. “Queremos que essa narrativa chegue ainda mais longe.”
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