Enquanto o público se diverte com os barracos e provocações de 'A Fazenda 17', uma reflexão necessária surge fora da tela: muitos dos conflitos exibidos ao vivo são exemplos claros de wollying, o bullying entre mulheres.
O termo, introduzido no Brasil pela empresária e mentora Katia Teixeira, descreve situações em que uma mulher humilha, sabota ou diminui outra, especialmente em ambientes de visibilidade.
Em seu livro “WOLLYING — A Face Oculta da Rivalidade Feminina”, Katia explica que essas atitudes, frequentemente tratadas como “jogo” ou “brincadeira”, reforçam padrões que afastam mulheres e prejudicam a autoestima.
“Quando o palco é uma fazenda, o script é a disputa. Mas quando o palco é a vida, o preço é a autoestima feminina”, afirma.
Os episódios recentes do reality — da polêmica da calcinha suja às provocações sobre higiene íntima — evidenciam como o wollying se instala de forma rápida e naturalizada.
Para Katia, o problema vai além do entretenimento: trata-se de um comportamento socialmente aprendido que precisa ser reconhecido para que possa ser transformado. Ela alerta que, por trás das cenas que viralizam, existem impactos emocionais reais.
“O problema vai muito além do entretenimento — ele molda comportamentos e perpetua padrões que afastam as mulheres umas das outras”, destaca.
Mais do que combustível de reality, o conflito entre mulheres reproduz dinâmicas que também ocorrem fora da TV. Discutir o wollying, portanto, é essencial para repensar essas relações e fortalecer a sororidade na vida real.
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