Música

Show No Nordeste Imenso réune cantores em torno da música nordestina

O show ocorre nesta quarta-feira (17/4), às 20h, na Mundo Vivo Galeria. Artistas de Brasília, como Mariana Sardinha, Gabriel Lourenço e Tiago Loei estarão presentes no evento

Nesta quarta-feira (17/4), Meriele apresenta o show No Nordeste Imenso no espaço Mundo Vivo Galeria, às 20h. No repertório, a artista pernambucana apresenta composições de nomes consagrados do forró e da MPB como Luiz Gonzaga, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Dominguinhos e Cecéu.

No projeto, se juntam a Meriele personalidades da música de Brasília como Mariana Sardinha, no cavaquinho; Gabriel Lourenço, no violão e guitarra; e Tiago Loei, na percussão. “Juntei esse trio de amigos e parceiros para fazermos um som bem bonito, legal e harmonioso, com bastante musicalidade”, diz a cantora. No Nordeste Imenso vem com a proposta de representar a imensidão da cultura do Nordeste e apresentá-la para o público de Brasília, desde cirandas a forrós, das canções aos Orixás, o objetivo é trazer a diversidade da linguagem, musical e cultural, dessa região.

“Eu quero trazer a poesia, a beleza, a luta e a cultura desse povo nordestino, que está presente em todo o Brasil”, conta. A idealização do show surgiu por causa do trecho de uma música de Marinês,
Aquarela Nordestina, “No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra,/ Não se vê uma
folha verde na baixa ou na serra./ Juriti não suspira, inhambú seu canto encerra. /Não se vê
uma folha verde na baixa ou na serra.”

Filha de pais compositores, Meriele carrega a arte desde o berço. Mora há 19 anos no Distrito Federal, onde construiu a família e a carreira como cantora. Formada em licenciatura de música, a percussionista canta desde os doze anos e, aos quinze, já cantava em orquestras de frevo de bloco e em maracatus de Recife (PE). “Desde pequena isso já é tão eu, sabe? Trabalhar com música, cantar, estar num palco, é uma parte muito importante da minha história”, relata. “Depois fui para o mundo do forró tocando zabumba, triângulo, fazendo vocais para diversos artistas de lá e participava de festivais com meus pais. Então nunca me vi exatamente em outro ofício”, reflete.

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