
O cientista político e professor norte-americano, Steven Levitsky, coautor do livro Como as democracias morrem, estará em Brasília, nesta quarta-feira, às 11h, no auditório da Faculdade do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa. Ele vem a Brasília dar uma palestra, voltada para magistrados, estudantes, acadêmicos e profissionais das áreas de direito e ciência política, sobre os desafios da democracia. A organização é do (IDP), juntamente com a Escola Nacional de Magistratura (ENM). A entrada é gratuita, e o evento será transmitido ao vivo no YouTube. A inscrição pode ser feita pela internet.
Steven é professor da Universidade de Harvard e muito prestigiado na área de regimes políticos e colapsos democráticos. O especialista aborda a crescente ascensão de políticos autoritários, além da importância do Poder Judiciário para a manutenção do Estado Democrático de Direito e da soberania nacional. A palestra ocorre em meio a uma crise diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil, após decisões polêmicas de Donald Trump.
Na conferência, Levitsky fará uma análise comparativa entre a atual situação tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos. O cenário é reflexo do anúncio, de Donald Trump, da alta taxação de produtos de vários países que exportam para os Estados Unidos, inclusive o Brasil, com uma taxa de 50%. Além disso, Trump sancionou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, por meio da Lei Magnitsky.
O desembargador e diretor-presidente da ENM, Nelson Missias de Morais, ressalta a relevância da palestra. "Nosso objetivo é contribuir diretamente para o fortalecimento da nossa democracia. Em um momento de tensão institucional e de desafios à estabilidade democrática no mundo todo, ouvir um dos principais estudiosos do tema é essencial para que magistrados, juristas, acadêmicos e cidadãos reflitam sobre o papel das instituições e as formas de proteger o Estado de Direito", diz.
Em entrevista ao Correio, em 2022, Steven Levitsky ressaltou o perigo de figuras políticas que não aceitam resultados eleitorais democráticos. "No mundo contemporâneo, onde golpes militares à moda antiga e a captura do poder pelo Exército são bem incomuns, os mais preocupantes indicadores são quando grandes forças, movimentos ou partidos políticos se recusam a aceitar os resultados de uma eleição. Esse é, provavelmente, o indicador número um de que a democracia está sob ameaça. Nós vimos isso, infelizmente, tanto nos Estados Unidos, com o Partido Republicano, em 2020, quanto no Brasil, com a nova aliança de Jair Bolsonaro", afirma.
*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco
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