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No elenco de 'Arcanjo Renegado', Ed Lopes fala da inspiração no próprio pai

"Na hora, veio a imagem do meu pai, que foi porteiro e zelador. Tive a certeza de que aquele papel era meu. Era uma chance de homenageá-lo", afirma o ator, que vive um porteiro na quinta temporada da aclamada série original do Globoplay

A bem-sucedida série do Globoplay Arcanjo Renegado ganhará um novo reforço em sua quinta temporada, prevista para estrear ainda este ano: o ator Ed Lopes. Conhecido por participações em produções da Globo como Malhação: Viva a diferença, Velho Chico, O Auto da Compadecida 2 e Pablo & Luizão, Lopes concretiza o desejo de integrar o elenco da série, após várias tentativas, no papel de um porteiro.

"Na hora, veio a imagem do meu pai, que foi porteiro e zelador. Tive a certeza de que aquele papel era meu. Era uma chance de homenageá-lo", emociona-se. Para o teste, Lopes buscou autenticidade: pediu emprestado o uniforme de um amigo porteiro e usou a entrada do seu próprio apartamento como cenário. Aprovado, ele vive o porteiro da personagem Elaine Carolina, interpretada por Paloma Bernardi, na trama.

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Além da homenagem ao pai, falecido, o trabalho reservou um encontro emocionante. "Queria muito esse papel também para contracenar com Emílio Orciolo Netto, que me entregou o Kikito de Melhor Roteiro no Festival de Gramado, em 2006, pelo curta A goiabeira", conta. Por um feliz acaso, no primeiro dia de gravação, ambos dividiram o mesmo carro de produção. "Contei a história a ele e, após as gravações, reconstituímos a cena da entrega do prêmio. Foi um momento lindo e marcante", relata. 

A construção do personagem foi profundamente inspirada na figura paterna. "Herdei um jeito peculiar de andar do meu pai, um pouco curvado, e levei isso para o porteiro. Busquei na memória sua imagem, seu jeito de falar. Trouxe um lado mais 'roceiro' e brejeiro, mas o meu porteiro é chique. Foi uma bela homenagem", detalha o cearense  radicado no Rio de Janeiro.

Êxitos no cinema

Já no cinema, o trabalho mais recente de Ed Lopes é o curta-metragem Benção, Pai, em que ele escreve, atua e dirige. A produção fala sobre temas polêmicos como: transfobia, abuso sexual, assédio moral, violência psicológica contra a mulher, religião, incoerência moral e hipocrisia. Criado no meio cristão, ele conta que se inspirou em pessoas reais que atravessaram sua vida afetiva, como um ex-namorado evangélico e homofóbico que se tornou pastor, uma amiga trans que o acolheu em um momento de muita dor e uma tia que era casada com um homem evangélico e gay enrustido.

Como roteirista, Ed Lopes também é autor do musical Mirona – A Princesa Chorona, que recebeu 11 indicações no Festival de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro, e foi vencedor de quatro prêmios: melhor atriz, melhor espetáculo infantil e melhor produção. Já A goiabeira, além de vencedor do Kikito de Melhor Roteiro no 34º Festival de Cinema de Gramado, venceu Melhor Roteiro no Projeto Sal Grosso, Melhor Filme na Mostra “Curta À Noite” e Melhor Atriz no Festival de Cinema de Juiz de Fora, além de ter sido indicado a diversos festivais, incluindo o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

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