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My Hero Academia: All’s Justice repete erros de jogos anteriores

Título final da Byking que conta os eventos de My Hero Academia não demonstra evolução significativa para a nova geração

O novo jogo da Bandai Namco que adapta o arco final de My Hero Academia já está disponível. O título repete o estilo de jogo de luta arena, categoria que o gênero de animes tende a se encontrar bem confortável. All’s Justice é uma continuação de One's Justice 1 e 2, títulos produzidos pela Byking, estúdio da gigante japonesa especializado em adaptações de animes para consoles. Contudo, o histórico não conta a favor, já que no catálogo do estúdio está o jogo de Jujutsu Kaizen, um dos mais recentes games baseados em um anime que foi um fiasco de crítica e público. 

Fraco demais para uma conclusão

Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia

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My Hero Academia: All’s Justice conta os eventos do ato final do anime de mesmo nome, mostrando o ataque de Tomura Shigaraki e a Liga dos Vilões contra os alunos da UA e os heróis mais poderosos do universo do desenho.

O modo principal que reconta a história por diversas perspectivas, incluindo a do vilão, é relativamente grande, com 7 personagens jogáveis, incluindo os mais conhecidos da série, Midoriya, Bakugo, Todoroki, All Might e outros. A divisão tenta imitar um pouco do que aconteceu no arco final da CyberConnect2 com Naruto, que fez uma conclusão épica a altura do anime, celebrando também o último jogo da franquia que o estúdio produziu até então. No entanto, a divisão é bagunçada e até antiquada em certos momentos da trama, e apenas o final foi verdadeiramente o ponto alto, com uma batalha que sofre para se destacar entre a jogabilidade repetitiva, mas que ainda sim, diverte.

O problema maior de All’s Justice é replicar ainda que com algum afinco e melhoria, a exata mesma fórmula dos dois últimos títulos. Ou seja, com uma jogabilidade bem mais ou menos e que pode tender a ficar enjoativa rapidamente, com uma falta de polimento em pontos muito importantes, um motor gráfico que não surpreende para um salto de geração, momentos que geram queda de quadros e reaproveitamento do material do anime.

“Mundo Aberto” e Missões

Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia

Ao invés de manter um menu costumeiro, All’s Justice decide fazer essa seleção de opções mais interativa, colocando o jogador como Deku em um ambiente aberto, para interagir com os lugares, lojas, missões e combate offline. O jogo inclusive conta com um modo de batalhas de arquivo, que reconta grandes conflitos do anime, focado para os fãs do anime.

A mais diferente novidade do título são as missões de Team Up, que colocam o jogador para cumprir algumas tarefas pela cidade com personagens conhecidos da série, nada muito fora do padrão da jogabilidade comum, onde tudo leva uma luta, mas pelo menos criar uma variedade maior de jogabilidade.

Cenas sem impacto

Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia

Enquanto as cenas de antes, durante e depois das batalhas feitas pela CyberConnect empolgavam, não só pela interação com os Quick Time Events, mas pelo capricho digno da animação dos animes que inspiraram seus jogos, o sentimento que All’s Justice gera é que era melhor ter ficado apenas com o anime. Enquanto 80% do material é reutilizado do desenho animado, apenas com uma leve “des-animação” cortando quadros para dar a ilusão de movimento, as cenas criadas pela Byking ficam devendo e muito ao material original, principalmente com o potencial gráfico que a nova geração é capaz de entregar.

Considerações Finais

Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia

My Hero Academia: All’s Justice tenta com muita força ser um encerramento épico para uma franquia morna, mas tropeça nas coisas mais essenciais para fazer sua entrega à altura do que os fãs merecem/desejam. A motivação, no entanto, por trás do que deveria ser o melhor jogo dos três da franquia não foi o suficiente para entregar um produto final que seja um upgrade memorável.

A Byking tem muitas coisas a mudar, principalmente no seu estilo de reproduzir fórmulas, All’s Justice não se põem no patamar de jogo conclusão, soa mais como uma continuação dos dois primeiros e ou até uma junção menos rigorosa, assim como foi Naruto Generations, por exemplo. O jogo com certeza não será o último título, com certeza a Bandai Namco deve lançar um título trazendo todos os arcos do anime adaptados em um único título, com isso dito, que o próximo seja mais Plus Ultra.

My Hero Academia: All’s Justice está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

 

*Está análise foi feita com uma cópia enviada pela Bandai Namco para PlayStation 5

 

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Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia
Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia
Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia
Reprodução / Bandai Namco - All’s Justice conta os eventos do ato final de My Hero Academia