Oscar

Compare as trajetórias de Ainda estou aqui e O agente secreto até o Oscar

O Brasil está presente no Oscar por dois anos consecutivos pelo sucesso de Ainda estou aqui e de O agente secreto

O cinema nacional tem furado a bolha da crítica internacional e marcado seu espaço com excelência. Em 2024, Ainda estou aqui, do diretor Walter Salles, conquistou o primeiro Oscar da história do Brasil, vencendo a categoria de Melhor Filme internacional. Muitos acharam que o feito aconteceria uma vez só e que o cinema brasileiro não iria chegar a esse patamar novamente por um bom tempo. E no ano seguinte, O agente secreto, de Kleber Mendonça Filho, chega ao Oscar com quatro indicações.

No ano passado, Ainda estou aqui foi indicado a Melhor filme, Melhor filme internacional e Melhor atriz pela performance tocante de Fernanda Torres como Eunice Paiva. Este ano, Wagner Moura está indicado a Melhor ator e O agente secreto aparece nas mesmas categorias do longa de Walter Salles, acrescentando Melhor elenco, premiação inédita no Oscar. Wagner e Fernanda têm muito em comum, os dois são queridinhos do Brasil e já trabalharam juntos em Saneamento básico (2007) e em Os 8 magníficos, documentário com oito grandes atores do Brasil discutindo sobre a arte de representar.

A trajetória dos dois filmes até a premiação da Academia foi um pouco diferente. Às vésperas do Globo de Ouro, O agente secreto já acumulava mais de 50 prêmios, antes de vencer Melhor ator em filme de drama e Melhor filme em língua não inglesa. Já no ano passado, Ainda estou aqui chegou a premiação com 17 prêmios e, após a vitória de Fernanda Torres em Melhor atriz em filme de drama, o filme avançou nas premiações e ganhou destaque.

Ao fim da temporada, depois do prêmio de Melhor filme internacional no Oscar, Ainda estou aqui contabilizou 70 prêmios. Por coincidência, O agente secreto está atualmente com 72 estatuetas, e ainda concorre a quatro categorias no Oscar, podendo aumentar o número de vitórias. Os dois filmes representam a força do cinema nacional e marcaram a história do cinema do país retratando de formas diferentes, mas igualmente belas, a ditadura militar no Brasil. A torcida é que o filme de Kleber Mendonça brilhe na premiação da Academia e que os feitos dos dois projetos se repitam todo o ano.

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