A partir de técnicas de jazz, ballet moderno e circo, os movimentos que compõem o espetáculo Labirinto de vidro convidam o público a reflexões existenciais. Angústia, confusão e esperança são alguns dos sentimentos a que as coreografias de Catherine Zilá e Carlos Guerreiro, do Grupo Pele, fazem referência. As sessões ocorrem nesta quinta-feira (19/3), às 15h e às 20h, na sexta-feira (20/3), apenas às 15h, e no sábado (21/3), às 18h. Ingressos, disponíveis na plataforma Sympla, custam a partir de R$ 10 (meia).
Labirinto de vidro, metáfora de um lugar onde os caminhos são visíveis, mas de difícil acesso, foi pensado durante a pandemia. O isolamento motivou a criação de um espetáculo “mais denso e reflexivo”, diz Catherine Zilá. “São vários movimentos e células coreográficas que remetem a momentos de angústia, confusão, tristeza, raiva, esperança.” Além de assinar a direção, dividida com Carlos Guerreiro, a artista integra a equipe de bailarinos que sobem ao palco.
“Quantas idas e vindas para dentro de nós, aonde queremos chegar, as barreiras invisíveis que se criaram, a dificuldade de nos encararmos ou de olhar para dentro. Acredito que a montagem consegue transmitir isso de forma muito poética”, comenta Zilá. A trilha sonora original, composta por Diogo Vanelli e a cenografia de Daniel Massayoshi, reforçam a atmosfera introspectiva do espetáculo.
As apresentações no Sesc Gama marcam a última etapa da circulação do projeto Pele em Trânsito, que levou quatro espetáculos do grupo a diferentes espaços culturais do Distrito Federal. A iniciativa foi realizada com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e incentivo do chamamento público Sesc + Cultura.
Serviço
Labirinto de vidro
Direção: Catherine Zilá e Carlos Guerreiro. Nesta quinta-feira (19/3), às 15h e às 18h; na sexta-feira, às 15h, e no sábado, às 15h e às 18h, no Sesc do Gama. Ingressos: R$ 20 e, R$ 10 (meia). Recomendado para maiores de 12 anos.
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel
