O jornalista William Bonner foi um dos grandes destaques da 56ª edição do Troféu Imprensa 2026, exibida nesse domingo (26/4). O ex-âncora do Jornal Nacional recebeu 33 estatuetas acumuladas ao longo da carreira.
A quantidade impressionou até os apresentadores. “É surreal”, comentou Patricia Abravanel. “Quero ver você botar no Fusca agora pra levar embora”, brincou Celso Portiolli.
Visivelmente emocionado, Bonner destacou a importância do prêmio e relembrou Silvio Santos (1930-2024), responsável por popularizar a premiação na televisão brasileira. “O Troféu Imprensa faz a gente se lembrar do seu pai, celebrando esse momento, valorizando os talentos aqui premiados. É óbvio que eu estou extremamente emocionado, mas eu vou me controlar”, disse a Patrícia, encerrando a participação com o tradicional “boa noite”, que marcou décadas da carreira do jornalista.
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Reconhecimento a uma trajetória no telejornalismo
Bonner recebeu os troféus referentes aos 29 anos em que esteve à frente do principal telejornal do país. Esta foi a primeira vez que a TV Globo liberou grandes nomes para participarem da premiação do SBT, o que possibilitou a entrega simbólica das estatuetas acumuladas ao longo dos anos.
Durante o discurso, o jornalista ressaltou que o reconhecimento vai além de sua atuação individual. “Posso falar em nome de uma equipe que tem um compromisso de sangue com a profissão, com o nosso país e com a nossa democracia. Essas pessoas devem estar muito orgulhosas”, afirmou.
Ele também fez questão de dividir o mérito com os bastidores da produção. “Esse prêmio é para todos. Um telejornal como esse é feito por centenas de profissionais em cada canto do país e também fora dele”, completou.
Ele ainda apontou que, após deixar a bancada do Jornal Nacional, percebeu um aumento nas manifestações do público. “Notei que aumentaram as demonstrações de carinho publicamente. A partir do momento que não estou mais todas as noites em casa, bate uma nostalgia”, disse.
O jornalista também explicou os motivos que o levaram a deixar o comando do telejornal. Segundo ele, a decisão foi amadurecida ao longo de anos e influenciada por questões pessoais, como a mudança dos filhos para o exterior.
“Virar um ‘avatar’ não é fácil e é cansativo. Tenho que marcar férias, há regras. Quando meus filhos foram morar fora, isso mudou a perspectiva das coisas”, afirmou.
Apesar da longa trajetória, Bonner garantiu que não sente saudade da bancada e destacou que saída também envolveu a preparação de sucessores para funções estratégicas dentro do jornalismo da emissora.
