Bruno Suzano tem passagens por novelas da TV Globo e Record TV, percorreu o país com o espetáculo Belchior, o musical e esteve recentemente no elenco de Dona Beja, da HBO Max, como Alcides, o carteiro da cidade. Agora, o ator agora pode ser visto na série Man on fire, disponível na Netflix, em destaque no ranking global da plataforma.
Na trama, Bruno interpreta Beto, personagem inserido em um núcleo de relações tensas, interesses e movimentações imprevisíveis. Integrando o núcleo brasileiro da série, ele atua ao lado de nomes do elenco nacional e internacional, também dividindo cena com Alice Braga e o protagonista, Yahya Abdul-Mateen II.
Para contracenar com artistas estrangeiros, precisou ultrapassar uma barreira importante: o idioma, pois ele não falava inglês. Com dedicação intensa, mergulhou nos estudos e chegou ao set mais preparado. Desde então, passou a evoluir gradativamente tanto no inglês, quanto no espanhol. "Esse projeto representa quase como um selo de validação", afirma o ator.
A trajetória artística de Bruno começou aos 16 anos, em cursos de teatro na Zona Oeste. Depois, passou pelo tradicional O Tablado. O reconhecimento veio com a peça Olheiros do tráfico, que lhe rendeu prêmio de ator revelação e abriu portas para o audiovisual, com trabalhos no cinema, na televisão, além de projetos no streaming.
Significado coletivo
Nascido e criado na comunidade Jesuítas, em Santa Cruz, último bairro da capital fluminense, Bruno Suzano construiu sua trajetória artística entre muitos deslocamentos e persistência. Para Bruno, sua presença nesta super produção internacional também carrega um significado coletivo.
"Existe um racismo geográfico que dificulta a travessia de muitos jovens periféricos para os espaços onde as oportunidades costumam estar. Se a minha trajetória puder servir de referência e inspiração para quem sonha, já vale muito. Eu acredito que ninguém pode contra quem sonha", defende Suzano.
Ao refletir sobre essas barreiras, Bruno também transforma o tema em criação artística. O ator escreveu e está produzindo um solo teatral intitulado Nas costas do Cristo, que aborda justamente o chamado racismo geográfico presente na cidade do Rio de Janeiro.
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