Cinema

No Brasil, equipe de 'Supergirl' antecipa novidades do filme: "Visão totalmente única"

Do produtor Peter Safran à roteirista Ana Nogueira, passando pela estrela Milly Alcock e pelo cineasta Craig Gillespie, a equipe esteve em uma entrevista coletiva sediada no Rio de Janeiro para divulgar 'Supergirl'

Equipe do filme Supergirl, no Rio de Janeiro -  (crédito: Warner/ Divulgação)
Equipe do filme Supergirl, no Rio de Janeiro - (crédito: Warner/ Divulgação)

No país que inspirou o mais novo filme da DC: Supergirl (com estreia em 25 de junho), uma equipe de peso participou de entrevista coletiva, nesta segunda (15/6), no Rio de Janeiro. Com roteiro de Ana Nogueira (com parentes no Brasil), o longa traz na frente criativa, de origem, os quadrinistas brasileiros Bilquis Evely (ilustradora) e Math Lopes (colorista), que criaram Supergirl: Mulher do amanhã. Na passagem pelo país, brotaram as impressões de um quarteto: o produtor Peter Safran (co-Ceo da DC Studios), Craig Gillespie (diretor do filme) e a estrela de cinema Milly Alcock, além de Ana Nogueira acerca do Brasil, em meio à estreia na Copa do Mundo. "Foi épico. Eu simplesmente amo o povo brasileiro. Eles são contagiantes e entusiasmados. Fomos avisados de que seria épico. E realmente foi", disse o cineasta, ao que Milly completou: "A energia pura que os brasileiros trouxeram foi incomparável. Vocês são únicos, de verdade".

A dinâmica nas ruas brasileiras foi vista como um dos pontos altos da passagem da equipe no país. "A energia desta cidade é muito contagiante e ver todo mundo nos bares, na praia e nos restaurantes. Parece uma comunidade muito acolhedora", pontuou a estrela do filme. Ana Nogueira puxou a sardinha para os brazucas: "São os melhores fãs do mundo, e todo mundo sabe disso"; enquanto Safran demarcou: "Eu não consegui vir para o lançamento de Superman no ano passado, mas todos que estavam aqui me disseram o quão incrível foi, então, é claro, aqui estou eu para a Supergirl. Tudo está correspondendo a todas as expectativas e tudo é empolgação".

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Detida na difusão do filme, a equipe comentou da relevância de Supergirl na nova perspectiva para as personagens femininas no Universo da DC. "Nós nunca vimos a Kara (Zor-el, a personagem central) retratada dessa forma antes. Nunca a vimos passando pelas tragédias e traumas que ela passou. Nunca vimos, francamente, também alguns dos momentos divertidos dela, o relacionamento entre ela e o Krypto (o cão de estimação nas telas). Então, é uma visão totalmente única da Supergirl, e ela desempenha um papel incrivelmente importante para o futuro do Universo DC. Bem, e, sabe, onde a encontramos no final de Supergirl é muito parecido com onde a encontramos no início da adaptação de Man of Tomorrow (filme a ser dirigido por James Gunn). Voltaremos ao Brasil, no próximo verão, para conversar com todos sobre isso", adiantou Peter Safran.

Entrevista // Craig Gillespie (diretor) e Peter Safran (produtor)

Com têm visto as prévias do impacto do filme?

Craig — É tão gratificante. É engraçado porque estávamos num vácuo (de contatos). Como todos nós dizemos, já faz quase dois anos para todos. Estivemos na sala de edição e trabalhando nos efeitos visuais durante o último ano. E então, quando você finalmente mostra o filme para as pessoas e vê aquela reação. Nós o exibimos no México e depois aqui. É realmente emocionante ver como Supergirl tm se conectado com o público e como as pessoas estão reagindo positivamente. A Milly é o tema central do filme, o que é incrível. Temos nos arriscado ao criar uma personagem tão complexa e ver a reação do público tem sido fantástico.

Por que Supergirl neste momento para o Universo DC?

Safran — A Supergirl é uma personagem muito importante na DC. E vocês tiveram uma prévia da presença dela em Superman. E sabíamos que havia muito mais para contar sobre a história dela. Sabíamos das tragédias e traumas que ela sofreu, e queríamos mostrar ela encontrando seu lugar no universo. E ao longo de Supergirl, ela realmente o encontra. Sabe, para nós, para James Gunn (co-CEO da DC) e para mim, somos guiados pelos roteiros. E sempre dissemos que não faríamos um filme até termos um ótimo roteiro. E Ana Nogueira entregou um rascunho inicial tão fantástico que dissemos: "Este será o nosso próximo filme". Poderemos continuar explorando a história da família de super-heróis. É realmente a história maior que estamos contando no Universo DC agora.

Como vê o impacto da essência do filme?

Craig — É como se Peter e James tivessem encontrado roteiro único. Eles se dedicaram muito a ele. Eles se envolveram no projeto e o escreveram, o que foi incrível. Milly já estava confirmada quando eu entrei para o projeto. Essa combinação do roteiro (de Ana Nogueira) com a Milly, porque ela é uma personagem tão complexa, interessante, imperfeita, que não se desculpa por nada, que está passando por um trauma, e transformá-la em uma heroína. E, de uma forma peculiar, ser tão humana, era isso que me empolgava, poder mudar essa perspectiva, não torná-la inatingível, mas sim algo com o qual as pessoas se identificam. E celebrar essas imperfeições foi, de certa forma, uma honra. Então, acho que não vimos muito disso no universo dos super-heróis, principalmente com super-heroínas, que tendem a ser colocadas em um pedestal e precisam ser perfeitas. Ver alguém complexa, que se aceita como é, e não se desculpa por isso, foi simplesmente incrível. Eu não poderia estar mais animado para trabalhar nisso.

Qual foi a principal diferença no desenvolvimento da jornada da Supergirl em comparação com a do Superman?

Safran — As histórias de origem deles são muito diferentes. O Superman, por exemplo, trazia no objetivo principal do filme a observação: "é possível existir no mundo de hoje, vendo apenas o bem nas pessoas?" Esse é o Superman. Mas para Kara, e especificamente para a história dela em Woman of Tomorrow, a questão era mais sobre qual fardo você está disposto a carregar por alguém que você ama, para que essa pessoa não precise carregá-lo. E eu achei que essa era uma mensagem muito bonita para explorar, e ela é lindamente explorada na graphic novel, na própria história em quadrinhos, mas acho que a levamos ainda mais longe com o roteiro. Então, em termos de desenvolvimento, eles foram muito diferentes porque estávamos analisando a condição humana. Eram histórias diferentes que estávamos contando. Cada um teve seu próprio processo. Bem, nós tínhamos a ótima história em quadrinhos como ponto de partida para, para a Supergirl. Já para o James Gunn, criar o Superman foi uma experiência totalmente nova. Então foi um processo um pouco diferente.

Como foi achar a patota certa para este trabalho único?

Safran — Certamente não acontece sempre, e esta é uma daquelas raras e belas ocasiões em que James Gunn e eu sempre falamos sobre querer trabalhar com voluntários e não com recrutados. Pessoas que querem estar lá, que querem fazer parte disso, que estão animadas para participar. E todos eles, Jason Momoa, Milly, Craig, Ana representam essa filosofia. Todos estavam realmente empolgados em desempenhar seus papéis para dar vida a isso. E, sabe, nós não poderíamos estar mais felizes. Sabe, James e eu somos grandes fãs do Craig há anos, anos mesmo. E estamos muito felizes que ele tenha conduzido o material da maneira repleta de empolgação. E era sempre, literalmente, sempre foi Milly (no centro) e ficamos muito felizes que ela também tenha se interessado pelo roteiro e sentido que era algo que ela queria fazer. É daquelas raras ocasiões em que o todo é ainda maior do que a soma das partes.

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postado em 15/06/2026 22:38 / atualizado em 15/06/2026 22:40
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