
Uma eclética programação avança nas sessões de cinema do Cine Brasília (EQS 106/107), neste fim de semana. Entre novos clássicos, lançamentos e títulos da consagrada obra do francês François Truffaut (morto em 1984), a lista é longa. Junto como o curta brasileiro Nhandê (de Begê Muniz e Elisa Telles), que trata da juventude de uma benzedeira que, entre o sobrenatural, ingressa nas investidas amorosas, nesta sexta (19/6), às 10h, será a vez de A história de Adèle H., de Truffaut. O filme avança no registro do devastador sentimento de Adèle (a irrepreensível Isabelle Adjani) por um militar que não lhe traz correspondência. O filme tem raízes na vida da filha do escritor Victor Hugo. É incalculável o sofrimento da moça, neste filme fotografado pelo mestre Nestor Almendros e com roteiro criado por Truffaut, Jean Gruault e Suzanne Schiffman.
Ainda nesta sexta (19), às 14h (com reprises às 11h de sábado e domingo), é a vez de O gênio do crime, criado por André Felipe Binder, a partir da literatura de João Carlos Marinho. O filme desdobra uma inesperada circunstância que envolve crime e Copa do Mundo.
Truffaut volta à cena, às 16h15, com o curta Os pivetes (1957) e Os incompreendidos (1959), bloco a ser reprisado no sábado, às 19h15. No primeiro filme, cinco moleques investem em paquera, por meio da entrega de um cartão para a musa que cultivam. Já o segundo título é estrelado por Jean-Pierre Léaud. Ele dá vida pela primeira vez ao recorrente personagem Antoine Doinel (alter-ego do cineasta). Na trama, com a cumplicidade de Rene, Antoine, um traquinas incorrigível, saberá que autoridades existem e agem.
Sábado (20/6), o Cine Brasília, mostrará às 14h o documentário Copan, de Carine Walhauer, que traça paralelo entre disputas eleitorais e a eleição de um síndico de prédio paulistano, famoso pela arquitetura de Oscar Niemeyer, em meio à convulsiva realidade social. Na sessão das 16h30, vem a saga Crepúsculo: Eclipse, feito em 2010, e que examina desdobramentos da relação entre os apaixonados Bella Swan e Edward Cullen, nos arredores de uma Seattle ameaçada por eventos inexplicáveis.
Domingo, novo foco em Truffaut: às 14h, De repente, num domingo estará em cartaz. No filme, Julien Vercel (Jean-Louis Trintignant) encontra o inesperado apoio na personagem de Fanny Ardant, numa trama que envolve um corretor, mortes e uma mulher misteriosa. Feito em 1983, é o último filme de Truffaut. Antes da sessão das 20h30, com O último metrô (estrelado por Catherine Deneuve e Gérard Depardieu), será mostrado, às 18h20, Farenheit 451, adaptado de clássico literário de Ray Bradbury. Um foco de resistência à obrigatória queima de livros, numa era autoritária, desponta, a partir de uma paixão. Oskar Werner e Julie Christie estrelam.
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