Malungo é um personagem que se tornou um dos grandes mistérios de A nobreza do amor. Escolhido pessoalmente pelo rei Jendal (Lázaro Ramos) para uma missão clandestina no Brasil, o diplomata de Batanga é apresentado como alguém de eficiência inquestionável e lealdade absoluta, gerando uma tensão constante em torno da protagonista Alika (Duda Santos). "Malungo ocupa uma posição singular. Ele surge como uma ameaça real e pulsante, e sua construção preserva importantes zonas de mistério que sustentam o interesse do público", analisa o ator Breno Santos, de 34 anos.
A oportunidade na novela surgiu através de seu agente, Fábio Rios, que o descobriu no Instagram por meio de vídeos criativos que evidenciavam sua qualidade artística. A capacidade de Breno de falar outros idiomas foi um diferencial durante o processo de seleção.
Paralelamente ao seu trabalho na televisão aberta, Breno Santos desenvolve uma carreira autoral consistente. Sua pesquisa estética, que já lhe rendeu prêmios em festivais nacionais e internacionais com o trabalho Edom, se desdobra em sua atuação como diretor e diretor de fotografia. Seu olhar para a construção de novas narrativas contemporâneas posiciona o artista como um criador que não se limita à interpretação, mas participa ativamente da criação e da expansão das possibilidades da linguagem audiovisual brasileira.
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Trajetória
A carreira de Breno Santos é um testemunho de sua busca por histórias que provoquem reflexão. Antes da novela, o ator havia participado de produções de grande alcance como a série Dom (Prime Vídeo), dirigida por Breno Silveira, a série Não tem volta (Disney+) e Verdades secretas, na TV Globo, além de integrar campanhas publicitárias para grandes marcas. Essa versatilidade o consolida como um profissional capaz de transitar com fluidez entre os palcos, o streaming, a publicidade e a televisão.
No teatro, Breno aprofundou sua pesquisa artística na premiada companhia Luna Lunera, com sede em Belo Horizonte. No espetáculo Aqueles dois, baseado no conto de Caio Fernando Abreu, o ator percorreu palcos no Brasil, América Latina e Europa, consolidando uma investigação artística voltada ao corpo, à presença e à potência narrativa do ator em processos colaborativos de criação.
A sensibilidade de Breno Santos para seus personagens parece ter raízes profundas em sua história pessoal. Filho de um policial militar e de uma consultora, passou a infância e adolescência mudando de cidade com frequência, uma experiência que ele credita por sua apurada capacidade de observação e seu olhar humano. "Acredito que essa adaptação constante contribuiu diretamente para a forma como observo e construo meus personagens", reflete o ator.
O encontro com a atuação aconteceu por acaso, quando acompanhou a irmã em um curso de artes cênicas. O que começou como uma forma de ocupar o tempo rapidamente se transformou em vocação. Aos 21 anos, Breno tomou a decisão que mudaria sua vida: vendeu quase tudo o que possuía para se dedicar integralmente à carreira artística. Hoje casado e pai, ele encontra na família sua maior fonte de inspiração e equilíbrio, enquanto mantém interesses diversos que vão da moda e do cinema a cafés especiais e vinhos, tudo como combustível para sua criatividade.
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