Arte e cultura

Monólogo Espiraldemí encerra temporada gratuita neste fim de semana

Peça sobre memória e ancestralidade tem últimas sessões nos dias 8 e 9 de agosto, no Espaço Pé Direito, com Libras e audiodescrição; ingressos são retirados pelo Sympla

A obra traz para o público uma travessia entre passado, presente e futuro, revisitando memórias individuais e coletivas, questionando os processos históricos que moldaram a identidade brasileira -  (crédito: Foto: Divulgação/Tatiana Reis)
A obra traz para o público uma travessia entre passado, presente e futuro, revisitando memórias individuais e coletivas, questionando os processos históricos que moldaram a identidade brasileira - (crédito: Foto: Divulgação/Tatiana Reis)

O espetáculo Espiraldemí faz as últimas apresentações em Brasília no sábado (8/8) e no domingo (9/8), sempre às 19h. As sessões são realizadas no Espaço Pé Direito, na Vila Telebrasília, e encerram o ciclo gratuito do monólogo escrito e interpretado pelo artista Likidah Mazindandú. Os ingressos são retirados de forma antecipada pelo Sympla.

A obra traz para o público uma travessia entre passado, presente e futuro, revisitando memórias individuais e coletivas, questionando os processos históricos que moldaram a identidade brasileira. A dramaturgia parte de perspectivas da diáspora africana e aborda a violência colonial e do Estado, discutindo embranquecimento, apagamento histórico e os caminhos de retorno às ancestralidades como forma de imaginar novos futuros.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Tempo em espiral

Em vez de seguir uma narrativa linear, o espetáculo trata o tempo como uma espiral em movimento contínuo, inspirado em cosmopercepções afro-brasileiras e no cosmograma bakongo, grupo étnico de origem banto na África. A montagem une teatro, dança e música, entrelaçando histórias de violência, resistência e reinvenção.

"Caminhar para a sétima direção, em muitas tradições, é o caminho do autoconhecimento. Esse é o percurso de Espiraldemí", afirma Likidah. A direção é assinada por Diadorim Silva e Letícia Medeiros, que descrevem a montagem como um encontro entre ancestralidade e tecnologia, em que "o esquecimento é vendido como remédio e o progresso é pintado de branco". 

Já a preparação corporal, a cargo de Mylena Edna, explora a formação de um corpo marcado pelo cruzamento de raízes afro-indígenas e pela experiência colonial. Entre os temas abordados também estão o capitalismo e a destruição do Cerrado.

Acessibilidade e livro

Todas as sessões contam com intérprete de Libras, e as apresentações dos dias 2 e 9 de agosto também oferecem audiodescrição. A dramaturgia da peça já está publicada pela Editora Minimalismos e pode ser adquirida pelo catálogo da editora.

O espetáculo é viabilizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

SERVIÇO

Espetáculo Espiraldemí

Com Likidah Mazindandú. Sábado (8/8) e domingo (9/8), às 19h, no Espaço Pé Direito – Vila Telebrasília. Ingressos: gratuitos, com retirada antecipada pelo Sympla. Acessibilidade: Libras em todas as sessões; audiodescrição nos dias 2 e 9 de agosto

  • Google Discover Icon
GC
postado em 06/08/2026 14:27
x