LITERATURA

De Tocantins a Almodóvar: Janeth de Oliveira ganha prêmio nacional

Autora é premiada por crônica que une cinema e infância e lança livro sobre luto, família e a potência da chamada escrita afetiva

Janeth de Oliveira lança livro em que aborda memórias e sentimentos em sua narrativa afetiva -  (crédito: Foto/Divulgação)
Janeth de Oliveira lança livro em que aborda memórias e sentimentos em sua narrativa afetiva - (crédito: Foto/Divulgação)

A escritora Janeth de Oliveira, farmacêutica e professora aposentada da Universidade de Brasília (UnB), conquistou o segundo lugar no III Prêmio Ruth Guimarães de Crônicas (2026). A premiação, promovida pela União Brasileira de Escritores (UBE), reconheceu a crônica Almodóvar e o Tocantins.

O texto premiado nasce de uma memória de infância da autora no Tocantins, que foi despertada por uma cena de um filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Na crônica, Janeth reflete sobre a emoção de se identificar com uma experiência vivida do outro lado do mundo.

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“A cena do filme despertou uma memória adormecida e me fez refletir sobre como uma pessoa lá na Espanha e outra aqui puderam viver algo tão próximo”, conta a escritora. Para ela, o reconhecimento nacional foi inesperado e recebido com alegria e honra.

Em suas redes sociais, Janeth afirmou que o prêmio reforça sua certeza de que a escrita afetuosa é seu verdadeiro caminho. A crônica “Almodóvar e o Tocantins” está disponível para leitura no perfil da autora na Plataforma de Escritores da Metamorfose.

Novo livro “As conversas que não tivemos”

Janeth de Oliveira também publicou, em 2026, o livro de não-ficção As conversas que não tivemos. A obra aborda relacionamentos familiares e temas como vida e morte. O livro pode ser adquirido nos sites da Amazon Brasil e da editora Folhas de Relva.

Com uma narrativa sensível, a autora parte de experiências pessoais para refletir sobre memórias, sentimentos e o que se torna prioridade diante de situações-limite. “Mergulhei fundo na minha vida e ofereço ao leitor, de maneira corajosa, o que tenho de mais precioso: meus sentimentos e a minha história”, explica.

A autora utilizou a escrita afetiva para trabalhar o próprio luto. “Neste livro, o não dito se transforma em linguagem e literatura como forma ambígua e dicotômica de permanência e de libertação”, completa Janeth.

Sobre a autora

Janeth de Oliveira nasceu em Pedro Afonso (TO), viveu a maior parte da vida em Goiânia e hoje reside em Brasília. Farmacêutica e doutora em Ciências da Saúde, aposentou-se como professora da UnB.

Ela descobriu a paixão pela leitura na infância e começou a escrever durante a pandemia. Já participou de onze antologias de contos e crônicas. Além de As conversas que não tivemos (2026), publicou o romance Saudade da chuva, em 2023.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 12/08/2026 16:54 / atualizado em 12/08/2026 16:55
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