
Foi em comédias de Geraldo Vietri que Laura Cardoso pavimentou, com as comédias de 1965 O homem das encrencas e Quatro brasileiros em Paris, uma estrada de sucesso no cinema, numa trajetória encerrada no curta Dona Rosinha (2025), que apostou no tema do abandono de idosos.
Depois de marcante papel que dá pontapé ao drama Terra estrangeira (de 1995, e assinado pela dupla Walter Salles e Daniela Thomas), na pele de uma costureira impactada pelos planos do governo Collor, Laura encarrilhou sucessivos êxitos, tendo vencido a categoria coadjuvante em várias edições do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro: com De onde eu te vejo (filme feito ao lado de Denise Fraga); Do outro lado da rua, em que compartilhou cenas com os colegas Fernanda Montenegro e Raul Cortez, e Copacabana (filme anterior à discussão do etarismo, sob direção de Carla Camurati), no qual Laura integrou elenco com Marco Nanini e Ilka Soares.
Com o veterano Lima Duarte, Laura Cardoso participou da comédia Lua cheia (1989), dando sequência às participações em Muito gelo e dois dedos d´água (de Daniel Filho, que a dirigiu ainda em Primo Basílio e Chico Xavier), Casa da mãe Joana e Muita calma nessa hora, esse com direito à continuação.
Com teor de drama, Laura participou de Ariella, extraído do universo de Cassandra Rios; esteve em Corisco, o diabo loiro (1969), e venceu prêmios como o de melhor atriz no Festival de Recife pelo dramático filme com atmosfera incestuosa Através da janela (que, em 2001, a fez distinguida pela Associação Paulista dos Críticos de Arte) e, no curta No bar (2000), que a rendeu prêmio no Festival do Ceará, e foi exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2023, Laura Cardoso foi o nome que acompanhou Léa Garcia no troféu Oscarito conferido pelo Festival de Gramado.

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