
Ao observar um artista de rua, próximo a um semáforo, quando levava a filha para a escola, Tino Freitas teve a ideia de escrever um livro. A cena do público que se formou diante daquele espetáculo improvisado provocou fascínio que culminou em Sinal fechado. A obra será lançada pelo escritor radicado em Brasília neste sábado (22/8), às 11h, na livraria Platô. Encontro será mediado pela autora Flávia Ribas.
O livro ilustrado trabalha mais com ideias de humor, crítica social e experimento, enquanto objeto, do que com temas específicos. “Tenho procurado criar histórias absurdas que alcancem a atenção das crianças pelo inusitado”, diz Freitas. As personagens principais, segundo ele, são menos convencionais do que em em outros livros infantis.
Por isso, o público não se restringe à idade. “Gosto de dizer que escrevo também para crianças. Ou seja, o adulto pode fazer sua leitura, talvez mais completa, pois já está acostumado aos tantos signos da leitura, mas as crianças também alcançam essa construção literária com a sua compreensão, pois o texto e as ilustrações foram pensadas para alcançá-las com êxito.”
As ilustrações de Vitor Rocha, diz Freitas, são fundamentais para que as histórias alcancem sentido. “Escrevo pensando nos silêncios do texto, que possam ganhar vida, narrativa, com a arte do ilustrador. Como se a frase, para ser compreendida, seja feita de sujeito, predicado e ilustrações”, comenta o autor.
Serviço
Lançamento de Sinal Fechado (Boitempo, R$ 69), de Tino Freitas, neste sábado (22/8), a partir das 11h, na Platô Livraria (CLS 405, Bloco A, Loja 12, Asa Sul, Brasília).
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

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