ALERTA DE SPOILERS

Entenda o final de 'A última casa', novo filme da Netflix com Wagner Moura

Mistura de sci-fi e drama, 'A última casa' acompanha uma família isolada que precisa decifrar uma ameaça global invisível

Lançado pela Netflix nesta sexta-feira (7/8), A última casa aposta na mistura de ficção científica, suspense e drama para contar a história de uma família que, sem explicação aparente, descobre que não pode mais deixar a própria residência. Estrelado por Wagner Moura e Greta Lee, o longa acompanha a luta dos quatro personagens para sobreviver ao confinamento enquanto tentam descobrir o que existe do lado de fora.

Ao longo da narrativa, a tensão é construída a partir da sensação permanente de que algo mudou no mundo. O isolamento forçado, a escassez de recursos e a incapacidade de compreender a origem da ameaça mantêm o suspense até os momentos finais da produção.

Dirigido por Louis Leterrier, o elenco de A última casa reúne, além de Wagner Moura e Greta Lee, os atores Gabriel Barbosa, Emma Ho, Noah Alexander Sosnowski e Riley Chung

O que acontece no final de A última casa?

Atenção: o texto a seguir contém spoilers do filme.

A reta final revela que o perigo nunca foi invisível. A família descobre que o planeta passou a ser ocupado por gigantescas criaturas aquáticas, responsáveis pelas mudanças no ambiente, incluindo as chuvas constantes que passaram a dominar o mundo.

Os monstros, porém, não mantiveram os humanos presos por crueldade. A explicação apresentada pelo filme é que eles também agiam movidos pelo medo, confinando as pessoas para evitar ataques contra os novos habitantes do planeta. Assim, o receio que os protagonistas sentiam das criaturas era correspondido pelo temor que elas tinham dos seres humanos.

Depois de mais de cinco anos vivendo isolados e enfrentando a falta de recursos, a família decide arriscar tudo em uma última tentativa de escapar da casa. Durante o confronto decisivo, o personagem de Wagner Moura encara uma das criaturas e percebe, ao observá-la de perto, que nenhuma das duas espécies realmente deseja destruir a outra.

Em vez de atacar, ele opta por libertar o animal. O gesto rompe o ciclo de hostilidade entre os dois lados e faz com que as criaturas permitam que a família deixe o confinamento. A partir daí, os sobreviventes seguem pelo mundo em busca de outras pessoas que ainda possam estar vivas.

Amor e Monstros

O desfecho lembra a mensagem apresentada em Amor e Monstros (2020), também escrito por Matthew Robinson. Naquele filme, o protagonista Joel Dawson, interpretado por Dylan O'Brien, abandona a ideia de matar um enorme caranguejo ao compreender que o animal também age por instinto e medo.

As duas histórias compartilham a mesma reflexão: o desconhecido costuma despertar temor, mas nem toda ameaça precisa ser enfrentada com violência. Em ambos os casos, a compreensão mútua é o que permite quebrar o ciclo de conflito entre humanos e criaturas.

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