Memória

Popular, premiada e de raras aparições: assim foi Glória Menezes na telona

Premiada no Festival de Gramado, há 20 anos, Glória Menezes, para além de 'O pagador de promessas', esteve em filmes populares

Fosse com temas populares ou com títulos de ampla repercussão, caso do premiado com a Palma de Ouro em Cannes O pagador de promessas (1962), Glória Menezes brilhou no cinema, muitas vezes acompanhada pelo marido Tarcísio Meira. Com ele, protagonizou o longa de Carlos Coimbra Independência ou morte (1972), tremendo êxito de bilheteria, em torno das figuras de Dom Pedro I e da Marquesa de Santos. Outro estrondo nas bilheterias veio com Se eu fosse você (2006), estrelado por Tony Ramos e Glória Pires, e no qual ela foi coadjuvante.

Ainda num ciclo de retrato histórico do país, Glória esteve em Caçador de esmeraldas (1979), de Oswaldo de Oliveira, que tratava da expansão de riquezas no século 17, proposta ao personagem de Fernão Dias (Jofre Soares). Noutra época histórica para o país, Carlos Coimbra empacotou a trama de Lampião, o rei do cangaço (1964), novamente com Glória e o colega Leonardo Villar (o mesmo de O pagador de promessas).

Entre diretores que contaram com o talento de Glória estão Miguel Faria Jr. (de Para viver um grande amor, 1984, em que atuou ao lado de Djavan e Patrícia Pillar) e Roberto Pires (de Máscaras da traição, 1969), este num que contou com Cláudio Marzo e Tarcísio Meira para servir ao enredo que mesclava romance e um assalto à bilheteria do Maracanã, e no qual Glória interpretou uma diretora de museu.

Vencedora do troféu Oscarito, no Festival de Gramado de 2005, Glória Menezes foi vencedora de prêmio dos Diários Associados, para o cinema paulistano, quando esteve em O descarte (1973), ao lado de Ronnie Von, vivendo uma viúva, no filme ainda estrelado por Fernando Torres, numa produção de Tarcísio Meira, sob direção de Anselmo Duarte.

 

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