CINEMA

'Se eu fosse vivo... vivia' registra a fantasia de um luto

Longa chega ao Festival de Brasília nesta quinta-feira (17/9)

Norberto Novais Oliveira interpreta o personagem Gilberto  -  (crédito: Divulgação )
Norberto Novais Oliveira interpreta o personagem Gilberto - (crédito: Divulgação )

Com novo longa da Filmes de Plástico, André Novais Oliveira chega ao Festival de Brasília com o filme Se eu fosse vivo… vivia. Com protagonismo de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor, e a estreia de Conceição Evaristo no audiovisual, o longa acompanha um casal que está junto há cinco décadas. Quando Jacira é internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor.

A descrição de um luto entrou em um lugar fantástico para o diretor. Após a perda de sua mãe, começou a refletir sobre a dualidade da morte. "Ao mesmo tempo que é a coisa mais natural do mundo, é também a mais inacreditável de acontecer. Comecei a associar a morte ao universo do fantástico e da estranheza, porque o luto nos transforma em muitas camadas. Achei que era necessário fabular para poder entregar essa estranheza que queria ver refletida na tela", conta.

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Por meio de conversas entre membros da produtora Filmes de Plástico, o nome de Conceição Evaristo surgiu como sugestão. "Eu adorei a ideia. Foi muito bonito o jeito que ela recebeu o convite falando que aceitava porque adorava desafios novos. Sei que foi desafiador para ela por ser a primeira atuação em cinema. Foi um processo muito bonito, porque ela abraçou todo mundo da equipe, de uma forma muito delicada. Ficamos extremamente felizes com o resultado", destaca.

Diferentemente de Conceição, Norberto Novais está nos sets com seu filho desde 2014. "Hoje, ele já tem ao longo da carreira, aproximadamente, 15 filmes realizados. E, agora, com esse projeto, ele volta como protagonista. Para gente, é especial tê-lo no set. Apesar de inusitado, é bom poder unir a família em torno de uma afinidade e de uma paixão. É forte essa nossa união para fazer cinema lá em casa", afirma.

A conexão de André com o Festival veio em 2011, quando Contagem, curta da Filmes de Plástico, foi exibido. "Foi bem impressionante ter o filme exibido no Cine Brasília naquele momento. Foi quando a gente sentiu mesmo a força e potência do Festival pela primeira vez. Eu tenho uma profunda admiração pelo Festival, o mais antigo e mais político do Brasil, por toda sua potência, história e por tudo que o festival representa. É algo de extrema importância voltar ao festival de novo e também fazer parte dessa história", finaliza o diretor.

 


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postado em 17/09/2026 05:01 / atualizado em 17/09/2026 12:36
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