
Após um período curto longe das telonas, o diretor Alejandro González Iñárritu retorna aos cinemas com Digger, sátira que reflete os dias atuais. Na trama, o bilionário Digger Rockwell, o homem mais poderoso do mundo, lida com uma grande falha de sua empresa que desencadeou um desastre ecológico de proporção mundial. Digger precisa provar que pode salvar a humanidade, tentando sanar o próprio erro.
Para fazer o bilionário, o escolhido foi Tom Cruise, que embarca em um personagem bem diferente do que costumava fazer. Conhecido pela ação em Missão impossível e Top Gun, o galã de Hollywood explora dessa vez a figura de um bilionário arrogante, que comanda uma empresa de petróleo. O elenco, também, conta com Riz Ahmed, Sandra Huller, Jesse Plemons e Emma D'Arcy.
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Em coletiva de imprensa, Tom Cruise destacou a direção e criação de Alejandro. O diretor soma quatro Oscars em sua prateleira: Melhor diretor e Melhor filme, por Birdman; Melhor diretor por O regresso, longa que premiou Leonardo DiCaprio com seu primeiro Oscar; e, ainda, um Oscar Especial de Realização/Reconhecimento Especial pela sua instalação em realidade virtual com o filme Carne y arena.
Quatro perguntas para Tom Cruise
Digger parece um filme muito marcante, tanto em seus personagens quanto na forma como a história se desenrola. O que vocês acham que dá a ele esse senso de originalidade e de onde isso veio?
Como ator, quando o diretor ou o roteirista vem ler o roteiro para mim, eu quero ouvir em primeiro lugar o que ele está pensando. Ele foi gentil o suficiente para vir e ler, e eu nunca, jamais, li nada parecido com isso. Nunca vi um filme assim, com a invenção de estrutura que ele criou para contar a história exatamente da maneira que queria. Eu nunca li um personagem assim, muito menos tive o privilégio de interpretá-lo no cinema. Fico olhando para ele e pensando: como você imagina essas coisas? É lindo, é rico, e criar um personagem como esse foi simplesmente incrível.
Você interpretou personagens muito diferentes ao longo da sua carreira, mas Digger parece um papel diferente de tudo o que você já fez. O que você queria explorar como ator por meio desse personagem?
Eu nunca li um personagem como este, é simplesmente incrível. Ele constrói o cenário, tem uma encenação incrível, ótimas lentes e uma escrita capaz de sustentar um monólogo de 10 minutos. Encontrar um personagem como este envolve achar um sotaque que traga humor, drama e ritmo, tornando tudo interessante e divertido de interpretar. São muitas camadas e habilidades envolvidas. Como todos viram no filme, eu interpreto diferentes personagens, então foi muito divertido testar essas habilidades, aprender novas e expandi-las.
Digger combina desastre, comédia, absurdo, espetáculo e reflexão. Como você encontrou o equilíbrio para fazer todos esses elementos coexistirem dentro do mesmo filme?
Não sei como Alejandro combinou tudo isso, ele tem um senso de humor tão incrível e perspicaz. Conforme ele desenvolvia as ideias, nada daqueles cenários e detalhes estava no roteiro original. No set, eu dizia para a equipe parar um momento para admirar o nível de arte e habilidade do qual estávamos fazendo parte. Eu admiro muito essa arte e a cultura na qual ele foi criado, assim como a compreensão dele sobre diferentes culturas e a humanidade. Ele coloca um espelho diante de nós para refletirmos com grande humor, sem ser acusatório. Alejandro, não consigo te agradecer o suficiente pelo que você fez. É lindo, de verdade, precisava ser dito.
Após tudo o que dedicaram a Digger e a experiência de fazer este filme juntos, o que esperam que permaneça com o público ao sair do cinema?
Quero que o público tenha sua própria experiência e saia com seu próprio ponto de vista Essa é a beleza do cinema: estarmos em uma sala juntos, tendo conversas que reúnam pessoas de todas as origens Quero também agradecer a todos pela recepção tão calorosa. Significa muito para mim, é um privilégio estar aqui e trabalhar com Aleandro.
Diversão e Arte
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