Por muito tempo associada às mesas de família e aos almoços de fim de semana, a rabada conquistou gerações até chegar aos cardápios dos mais diversos restaurantes da cidade. Preparado tradicionalmente com o rabo do boi cozido lentamente até atingir textura macia e caldo encorpado, o prato carrega sabores profundos, memórias afetivas e diferentes influências da culinária brasileira. A iguaria amada pelo brasileiro alcança, cada vez mais, prestígio gastronômico, sem perder a essência popular.
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Para Suzânia Pinheiro, gerente do Calamares Restaurante, a rabada é um prato que não aceita pressa. "O sabor marcante nasce justamente da cocção lenta, permitindo que a carne fique extremamente macia, suculenta e cheia de sabor", explica. "Também é preciso deixar o molho ganhar consistência naturalmente durante o cozimento, sem exagerar em espessantes. Isso cria aquela textura rica e brilhante", acrescenta.
A iguaria de sabor intenso e preparo cuidadoso se tornou, há anos, paixão brasileira. "É um prato que tem muito a ver com a história das pessoas. Brasília recebeu pessoas do Brasil inteiro, nordestinos, cariocas, pessoas que gostam muito de rabada. Replicar essa receita acaba sendo uma forma de estar perto da família e buscar um certo aconchego por meio dessa comida de vó", aponta Kellen Amorim, sócia-proprietária do Marambaia.
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A iguaria ganhou novos desdobramentos nas cozinhas brasileiras, inspirando receitas que reinterpretam o prato tradicional, como é o caso das opções do Dalva Restaurante, que vão do arroz de rabada à com risoto de parmesão, sem deixar de lado a versão tradicional.
Destaque gastronômico
De portas abertas desde 1993, o Calamares Restaurante é um dos mais tradicionais self-services de Brasília — no bufê (entre R$ 105,90/kg e R$ 115,90/kg), portanto, a rabada não fica de fora e conquista os clientes toda quinta-feira. “Na casa, ela não é tratada apenas como 'mais um prato'. Ela entra como um destaque gastronômico da casa, preparada para realmente impressionar quem gosta da culinária brasileira tradicional”, garante a gerente Suzânia Pinheiro.
Na casa, a iguaria é preparada de forma caseira, com “aquele toque de comida afetiva”, ainda de acordo com Suzânia. “A rabada é cozida lentamente até ficar extremamente macia, com carne soltando do osso e um caldo encorpado, rico em sabor e temperos. O agrião fresco é adicionado para trazer equilíbrio, leve picância e frescor ao prato”, detalha a gerente.
Destaque no restaurante, o prato costuma ser servido “bem quente e com bastante caldo”. “A rabada com agrião no Calamares remete à comida em família: sabor intenso, preparo artesanal e muita tradição brasileira”, acrescenta Suzânia.
Carro-chefe
"A rabada é, sem dúvida, o principal prato do Marambaia", afirma Kellen Amorim, sócia-proprietária do restaurante localizado na 311 Sul. Em atividade desde 1967, a casa é conhecida pelo cardápio do almoço, pensado para valorizar a gastronomia popular brasileira, em especial a nordestina, mineira e caipira. "A nossa promessa é servir uma comida muito saborosa, farta e com preço justo e acessível", declara a responsável pelo estabelecimento.
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Os pratos do dia, por exemplo, são servidos todos sob o mesmo valor, garantindo que o restaurante seja um "lugar democrático, onde todos possam comer bem", explica Kellen. Às sextas, dia em que a casa costuma receber cerca de 600 clientes, e aos sábados, o destaque é a rabada, servida tradicionalmente com agrião e polenta, a R$ 50. De acordo com a proprietária, o consumo por fim de semana da iguaria chega a 160kg.
Da entrada ao prato principal
No Raiz Caipira, a iguaria pode ser desfrutada tanto como petisco, quanto como prato principal. Entre as entradas, destaca-se o croquete de rabada (R$ 49,90 — 5 und.), empanado com farinha panko e guarnecido de molho da casa. A rabada tradicional, por sua vez, é servida nos tamanhos individual (R$ 69,90), para dois (R$ 139,90) e para três pessoas (R$ 189,90), com arroz branco, creme de milho e agrião fresco como acompanhamentos.
Outra opção é o arroz de rabada raiz (R$ 59,90), com angu puro milho, agrião e farofa crocante da casa.
Versão sofisticada
À beira do Lago Paranoá, o Sallva é outra opção para quem está em busca da “rabada perfeita”. Na casa, que tem como destaque os frutos do mar, a iguaria também tem vez e é servida em uma versão mais sofisticada, marinada no vinho tinto e cozida a baixa temperatura. O prato, que sai a R$ 130, é servido com risoto grana padano e agrião fresco.
Onde comer?
Calamares Restaurante
CLN 403, bloco C, loja 19/23
Todos os dias, das 11h30 às 15h
Dalva Cozinha
CLN 108, bloco D, loja 56
Segunda, das 11h40 às 16h
De terça a sábado, das 11h40 às 16h e das 18h às 23h
Domingo, das 11h40 às 18h
Marambaia Bar e Restaurante
CLS 311, bloco C, loja 19
De segunda a sábado, das 7h às 18h
Raiz Caipira
CLS 211, bloco B, loja 35
De segunda a quinta, das 11h30 às 16h20
Sexta, das 11h30 às 19h
Sábado e domingo, das 8h às 11h e das 11h30 às 17h
Sallva Bar e Ristorante
Pontão do Lago Sul
De segunda a quinta, das 11h à 0h
Sexta e sábado, das 11h à 1h
Domingo, das 11h à 0h
