Depois de anunciar a saída da banda Nação Zumbi, em 2020, o guitarrista Lúcio Maia tinha decidido que não voltaria a fazer turnês. Trabalhou, então, em trilhas sonoras para filmes, em projetos de estúdio, mas sentiu, neste ano, vontade repentina de compor, o que o levou a lançar novo disco. Quase por acidente, o músico pernambucano volta a circular pelo país. "É engraçado que eu não queria isso, sabe, foi uma coisa que acabou rolando." Ele se apresenta na Infinu neste sábado (20/6), a partir das 21h.
Faixas do primeiro disco da carreira solo e do mais recente álbum do guitarrista fazem parte do repertório do show.
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No meio de canções autorais, Lúcio Maia toca Lithium, do Nirvana, junto de trio que o acompanha. A opção por aderir à música instrumental exigiu mudanças de alguém que agora é o centro das atenções no palco.
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"No conceito da minha época, isso tinha uma coisa muito a ver com o lance da virtuose, do domínio do instrumento. E eu não vejo dessa forma. Para mim, a música é uma maneira de você se expressar e se comunicar com pessoas", diz Maia. "Nesse disco, mais do que em qualquer outro que fiz, a guitarra tem um canto, uma fala, um diálogo que traz o público para dentro", completa.
*Estagiário sob supervisão de Severino Francisco
