
Diferentemente do que se imagina, as massas não precisam ser sinônimo de pratos pesados. Com ingredientes frescos, molhos delicados e combinações equilibradas, elas podem render refeições leves, sem abrir mão do sabor. O segredo está na escolha dos ingredientes e no cuidado com o preparo, desde a textura da massa até a intensidade dos acompanhamentos.
Para a chef Thais Donato, do A Mano, a leveza é resultado da combinação de diferentes elementos. "Não depende apenas do molho ou do recheio, mas do equilíbrio entre os ingredientes, da textura e da intensidade dos sabores", pondera Thaís.
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O chef Luiz Trigo, do Doc Cucina, destaca que a massa fresca, por sua composição, já oferece uma base leve para diferentes preparos. "A massa é o veículo para levar o sabor do prato ao paladar, portanto, a textura e a qualidade dos ingredientes são fundamentais para a composição perfeita", explica.
No Piccolino, o chef Bruno Domingos chama atenção para a técnica de produção. A escolha de uma farinha de qualidade, como a do tipo 00, o controle da hidratação e a espessura adequada são fatores que influenciam a textura da massa. "Quando a massa é feita com a técnica correta, ela cozinha no tempo exato (al dente), permitindo uma digestibilidade muito mais suave", garante o cozinheiro.
O frescor da fruta
Prestes a completar oito anos de portas abertas, o A Mano construiu uma trajetória na capital marcada pela valorização da cozinha italiana, dos ingredientes frescos e dos preparos artesanais. "Nosso diferencial está no cuidado com cada etapa, da escolha dos insumos à elaboração dos pratos, sempre buscando unir sabor, qualidade e criatividade", afirma o proprietário Leandro Pompeo.
Para quem procura uma massa diferente das preparações mais tradicionais, a chef Thais Donato indica o ravióli de maçã (R$ 89), recheado com toque de canela e servido com molho de queijo pecorino e pimenta-do-reino. "É um prato que explora o contraste entre o dulçor delicado da fruta e os sabores intensos do queijo e da pimenta. O resultado é uma combinação equilibrada, aromática e surpreendente", descreve.
Para harmonizar com o ravióli, a sugestão é o Vulcanici Garganega e Chardonnay (R$ 44 — taça), vinho branco italiano da região do Vêneto. "Com aromas cítricos, notas de frutas como abacaxi e pêssego e um paladar fresco, o rótulo dialoga com o toque adocicado da maçã e ajuda a equilibrar a intensidade do molho de pecorino, tornando a combinação agradável e harmoniosa", explica a chef.
Fatto a mano
O Piccolino nasceu, inicialmente, como um projeto focado em marmitas artesanais. A resposta do público, porém, fez com que o projeto evoluísse organicamente para a casa localizada na 314 Norte, onde a gastronomia refinada e o restaurante focado no fatto a mano (feito à mão, em tradução livre) são pilares.
A indicação do chef Bruno Domingos para quem deseja uma opção mais leve, sem abrir mão de sabor e sofisticação, é o ravióli de cabra com beurre blanc e redução de balsâmico (R$ 90). "Trata-se de uma massa fresca artesanal recheada com queijo de cabra, que traz uma acidez elegante e um perfil naturalmente mais leve, envolvida no clássico e delicado molho francês e finalizada com o contraste sutil da redução de aceto balsâmico", descreve o proprietário do restaurante.
Para harmonizar, a sugestão da casa são os chardonnays Faces do Brasil (R$ 150) e Adobe (R$ 150) e os sauvignon blancs Faro (R$ 115) e Ventisquero (R$ 129). "Esse ravióli é um prato que harmoniza melhor com vinhos brancos, de alta acidez, devido à manteiga do molho e da redução de vinagre. Então é uma opção para dar continuidade e suavidade a esse paladar, sem ficar muito gorduroso", detalha o chef.
Leve e com personalidade
O Nonna Augusta, que celebra, em breve, a inauguração de uma segunda unidade, na Asa Sul, preza por massas produzidas com farinha italiana tipo 00. "Ela tem um perfil mais leve e de melhor digestão do que as farinhas comerciais tradicionais", explica a chef Rosana Braga, que também defende um recheio sem uso de queijos pesados e bases muito gordurosas na hora de montar os pratos do menu.
Entre as opções do cardápio, um dos destaques é o ravióli recheado de banana caramelizada e queijo da canastra defumado (R$ 78). O prato é finalizado com manteiga e sálvia. "Leve e com personalidade", define Rosana. Para harmonizar, a sugestão da chef é o vinho Tabalí Pedregoso Gran Reserva Sauvignon Blanc (R$ 117) do Vale de Limarí, Chile.
Sabor das massas artesanais
No Doc Cucina, o brasiliense encontra as principais receitas da culinária italiana, com influências pontuais da gastronomia brasileira e francesa. Os pratos do menu são feitos a partir de ingredientes frescos e as massas são produzidas de forma artesanal, no próprio restaurante, todos os dias.
Opções leves também compõem o cardápio, como são os casos do ravioli de muçarela de búfala e pomodoro (R$ 89) e do ravioli de ricota de búfala, limão siciliano e salmão defumado, com fonduta leve de grana padano (R$ 99). Segundo o chef Luiz Trigo, vinhos brancos chardonnay Ravioli de ricota de búfala e salmão defumado é destaque no DOC Cucina harmonizam bem com os pratos.
Diversão e Arte
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