Construção civil

Persistência no aumento do custo da construção é principal marca de 2021

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), apesar da alta recorrente nos insumos, setor deve crescer 7,6% este ano

Fernanda Strickland
postado em 13/12/2021 16:44 / atualizado em 13/12/2021 18:14
 (crédito:  Minervino Júnior/CB)
(crédito: Minervino Júnior/CB)

A indústria da construção vem registrando aumentos persistentes no custo do setor. Segundo estudo elaborado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), de janeiro a novembro deste ano, o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) subiu 13,46%. O indicador está em seu maior patamar desde 2003.

Os índices foram apresentados no estudo “Construção Civil: desempenho 2021 e cenário para 2022”, realizado pela entidade, em parceria com a Ecconit Consultoria, e apresentado durante evento on-line nesta segunda-feira (13/12). Desde o início do segundo semestre de 2020, os materiais de construção vêm registrando forte aceleração. O INCC Materiais e Equipamentos registrou aumento de 42,25% de julho de 2020 a novembro deste ano.

Neste período, os insumos que apresentaram as maiores elevações foram: vergalhões e arames de aço ao carbono (+92,44%), condutores elétricos (+72,10%), tubos e conexões de PVC (+69,09%), eletroduto de PVC (+53,94%), esquadrias de alumínio (+44,40%), compensados (+43,32%), produtos de fibrocimento (+39,53%) e tijolos e telhas cerâmicas (+38,75%).

“O grande vilão que tivemos foi o aumento de custos. Esse crescimento fora do propósito de insumos gera um descasamento da renda da população com o preço dos imóveis, o que é preocupante”, destacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Contudo, apesar da elevação constante nos insumos, a construção deve crescer, em 2021, 7,6%, o que corresponde ao melhor desempenho apresentado nos últimos 10 anos. Martins lembrou que apesar do resultado positivo, o setor ainda está 27,44% inferior ao seu pico de atividades, alcançado no início de 2014.

“Podemos dizer que 2021 foi o ano do mercado imobiliário como reflexo do que aconteceu em 2020. A venda de hoje é o emprego de amanhã. O crescimento foi sustentado pelo que já estava contratado e não será possível manter o atual nível de desempenho do setor se não forem tomadas medidas urgentes para repor a capacidade de compra das famílias de baixa renda”, afirmou.

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