Entrevista | André Sanches | diretor do Senar

O agro exige muita especialização, aponta diretor do Senar

Em entrevista ao CB.Agro, o diretor de Inovação e Conhecimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) comenta que, cada vez mais, o agronegócio exige capacitação

 09/02/2024 Credito: Ed Alves/CB/DA.Press. Cidades.  CB.Agro recebe André Sanches, diretor de Inovação e Conhecimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Na bancada: Sibele Negromonte e Lorena Pacheco -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA.Press)
09/02/2024 Credito: Ed Alves/CB/DA.Press. Cidades. CB.Agro recebe André Sanches, diretor de Inovação e Conhecimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Na bancada: Sibele Negromonte e Lorena Pacheco - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
postado em 10/02/2024 04:01

Cada vez mais, a procura por capacitação técnica e profissional na área do agronegócio tem crescido. É o que aponta André Sanches, diretor de Inovação e Conhecimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Ele participou, ontem, do programa CB.Agro —parceria entre o Correio e a TV Brasília. Em entrevista às jornalistas Sibele Negromonte e Lorena Pacheco, Sanches ressaltou que o setor do agronegócio exige mão de obra qualificada. Ele aponta que é fundamental investir em formação profissional.

Leia alguns trechos da entrevista:

O agronegócio tem exigido cada vez mais capacitação das pessoas. A gente sabe que, historicamente, a educação rural tem uma defasagem em relação à educação urbana. Qual é o grande desafio hoje na educação rural?

A gente atua muito no ensino formal de nível técnico, que não é o ensino formal regular como preconiza o Ministério da Educação. Em se tratando de formação profissional tecnológica para o meio formal, essa é a nossa praia nos cursos técnicos. Essa demanda sobre qualificação no meio rural só tem aumentado, tem dados que mostram isso. Os próprios dados do Caged, as últimas sete pesquisas do Caged do Ministério do Trabalho vêm mostrando que o setor agropecuário vêm tendo um saldo positivo na sua balança de emprego. O que significa isso? Ele vem tendo muito mais contratações do que demissões. É um setor que, cada vez mais, vem buscando uma mão de obra específica e qualificada. Esse é o nosso papel, formar mão de obra para o meio rural brasileiro.

Qual é o curso mais procurado no Senar hoje?

Existem três grandes grupos de capacitação que o Senar oferece. No primeiro, estão capacitações chamadas de formação inicial. São mais de 300 títulos de capacitações, que vão desde orientação de formar um tratorista até um técnico de manejo, de gado, de vacinação, de inseminação artificial. Há cursos de 200 horas de duração, de operação de drone ou de agricultura de precisão. Dentro desses grupos de cursos os mais procurados têm sido a de pecuária de leite, que é uma atividade muito pulverizada no Brasil inteiro. Dentro de outro segmento de formação técnica nós temos cinco cursos agora. O curso de técnico em agronegócio, técnico em fruticultura, técnico em zootecnia, técnico em florestas, e o curso recém lançado agora o curso técnico em agricultura. São cursos de 1.200 a 1.350 horas.

Precisa de algum pré requisito?

Esse aluno precisa ter a formação do ensino médio completo. Os cursos que o Senar oferece, técnicos, são subsequentes.O aluno para fazer um curso no Senar tem que ter terminado o ensino médio. Dentre esses cursos, o mais procurado hoje é o técnico em agronegócio.

Os cursos do Senar são totalmente gratuitos?

Todos os cursos de formação inicial e cursos técnicos são gratuitos. Somente o curso da CNA de ensino superior tem uma cobrança. Um valor subsidiado R$179,00. É um valor que não é reajustado desde 2018. A faculdade para os cursos de ensino superior tem um vasto programa de bolsas.

Vocês lançaram um novo projeto, o Agro.br para Mulheres. Vocês têm essa visão aqui no DF direcionada para esse público?

Sim, esse é um programa nacional tocado pela área internacional da CNA. O Agro.br é um programa que visa orientar e capacitar produtores rurais a exportarem seus produtos, fugindo um pouco das cadeias tradicionais, como a soja, o milho e a carne. Existem outros produtos que o Brasil tem um potencial muito grande de exportação, mas a cadeia precisa se organizar um pouco. Por exemplo, de mel, de castanhas, de algumas frutas que são produtos que não são commodities agrícolas, mas têm um apelo e uma demanda no mercado internacional. Esse é um programa específico para formar e ajudar mulheres, produtoras de produtos diferenciados a acessar o mercado externo.

*Estagiária sob supervisão de Edla Lula

 


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