AMBIENTE DE NEGÓCIOS

Nível de incerteza na economia caiu em março, diz FGV

Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) do mês passado foi divulgado nesta segunda (1º/4). Segundo economista da FGV, queda reflete a relativa resiliência da economia brasileira

Segundo a FGV, a queda foi puxada pelas avaliações de analistas do mercado, com maior convergência sobre a taxa de câmbio para os próximos 12 meses -  (crédito: Freepik)
Segundo a FGV, a queda foi puxada pelas avaliações de analistas do mercado, com maior convergência sobre a taxa de câmbio para os próximos 12 meses - (crédito: Freepik)
postado em 01/04/2024 11:34

O nível de incerteza na economia brasileira registrou novo recuo em março, segundo indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A fundação divulgou nesta segunda-feira (1º/4) que o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) caiu 0,7 ponto no último mês e chegou ao patamar de 103,8 pontos, o menor desde julho do ano passado [de 103,5].

O valor foi influenciado especialmente pelas avaliações de analistas, com maior convergência entre as previsões do mercado para a taxa de câmbio nos próximos 12 meses. O índice mede tanto a expectativa do mercado quanto a menção a incerteza econômica na mídia.

"A queda do indicador de incerteza em março foi determinada majoritariamente pelo recuo do componente de Expectativas, que, por sua vez, foi motivado pela redução na dispersão das previsões de mercado para a taxa de câmbio daqui a 12 meses", explicou a economista do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV, Anna Carolina Gouveia.

Condições são favoráveis

Março registrou a segunda queda consecutiva do índice, que aumentou no início do ano. O componente de Mídia do IIE-Br caiu 0,2 ponto em relação a fevereiro. Já a Expectativa, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 2,4 pontos.

"Novamente, a redução do nível de incerteza reflete os sinais de relativa resiliência da economia brasileira, com mercado de trabalho aquecido, inflação controlada e resultados favoráveis de algumas atividades setoriais nesse início de ano", pontuou a economista. Ela alerta, porém, que as discussões recentes em relação ao ritmo da queda da taxa de juros e o andamento da economia externa podem afetar o índice de confiança nos próximos meses.

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