Fed

Galípolo se une a líderes globais em apoio a Powell após investigação nos EUA

Declaração conjunta de bancos centrais defende a independência das autoridades monetárias diante de pressões políticas sobre o Fed e a política de juros americana

A investigação contra Powell (foto) foi aberta pelo governo Trump, crítico do presidente do Fed e defensor de um corte abrupto dos juros -  (crédito:  Getty Images via AFP)
A investigação contra Powell (foto) foi aberta pelo governo Trump, crítico do presidente do Fed e defensor de um corte abrupto dos juros - (crédito: Getty Images via AFP)

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, uniu-se nesta terça-feira (13/1) a dirigentes de algumas das principais autoridades monetárias do mundo em uma declaração conjunta de apoio ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, alvo de uma investigação criminal anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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A investigação foi aberta pelo governo do presidente Donald Trump, defensor de um corte abrupto dos juros e crítico recorrente de Powell desde antes de reassumir a Presidência. Para o chefe do Fed, o episódio é um “pretexto” usado pela Casa Branca para tentar exercer pressão política sobre a autoridade monetária, especialmente na condução da política de juros.

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No manifesto divulgado pelos bancos centrais, os signatários reafirmam a autonomia técnica das instituições monetárias como um dos pilares da estabilidade econômica global. O documento destaca que a independência institucional é essencial para garantir a estabilidade de preços e o bem-estar da população, sempre dentro dos princípios do Estado de Direito e da transparência democrática.

“O presidente Powell tem atuado com integridade, focado em seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, ele é um colega respeitado, tido na mais alta estima por todos que com ele trabalharam”, diz um trecho da declaração conjunta.

Ao aderir ao documento, Galípolo posiciona o Brasil ao lado de instituições de peso no sistema financeiro internacional, como o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS). 

Também assinam o manifesto Christine Lagarde, presidente do BCE; Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra; François Villeroy de Galhau e Pablo Hernández de Cos, ligados ao BIS; além de representantes das autoridades monetárias da Suécia, Dinamarca, Suíça, Noruega, Austrália, Canadá e Coreia do Sul.

Segundo o texto, a mobilização conjunta busca reforçar a importância da continuidade das políticas institucionais e do respeito aos mandatos técnicos dos bancos centrais, considerados fundamentais para a credibilidade do sistema financeiro e para a estabilidade econômica global.

 

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postado em 13/01/2026 10:01
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