Setor externo

Brasil registra déficit maior em transações correntes em 2025

Superávit menor da balança comercial contribuiu para resultado negativo no ano passado, indica BC

Aumento do déficit se deve principalmente à queda de US$ 5,9 bilhões no superávit da balança comercial no mesmo período, -  (crédito: Brett Hondow/Pixabay)
Aumento do déficit se deve principalmente à queda de US$ 5,9 bilhões no superávit da balança comercial no mesmo período, - (crédito: Brett Hondow/Pixabay)

O Banco Central divulgou, nesta segunda-feira (26/1), as Estatísticas do Setor Externo de 2025. Nos últimos doze meses, o deficit em transações correntes subiu de R$ 66,2 bilhões, em 2024, para R$ 68,8 bilhões. Apesar desse aumento, a proporção com o PIB se manteve praticamente estável, pouco acima dos 3%. Vale destacar que esse balanço considera todas as transações entre residentes e não residentes do país.

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De acordo com o BC, o aumento do déficit se deve principalmente à queda de US$ 5,9 bilhões no superávit da balança comercial no mesmo período, que foi compensado parcialmente pela redução de US$ 2,2 bilhões do deficit de serviços, além do aumento em R$ 1 bilhão no superávit de renda secundária, US$ 1,0 bilhão. Já o deficit em renda primária, que completa o balanço total, ficou no mesmo patamar de 2024.

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No mesmo período, o Investimento Direto no País (IDP), que representa a entrada de recursos estrangeiros, subiu 4,8% em 2025, ante o ano anterior, e saltou de US$ 74,1 bilhões para US$ 77,7 bilhões. Além disso, o ingresso líquido em participação no capital recuou 3,5%, para US$ 62,4 bilhões. Já o ingresso líquido em operações intercompanhia chegou a US$ 15,3 bilhões no acumulado dos doze meses, bem acima dos US$ 5,8 bilhões registrados no ano anterior.

O documento também mostra que os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 15,3 bilhões, o que é um reflexo das saídas líquidas em ações e fundos de investimentos no mesmo período, que chegaram a US$ 4,9 bilhões, além de ingressos líquidos de US$ 20,2 bilhões em títulos de dívida.

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postado em 26/01/2026 14:16 / atualizado em 26/01/2026 14:20
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