Comércio Exterior

Alckmin celebra acordo Mercosul-UE e diz que 'Lula foi quem fez todo o trabalho'

O vice-presidente confirmou que o acordo será formalmente assinado no próximo sábado (17/1), durante encontro no Paraguai

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comemorou nesta quinta-feira (15/1) a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e manifestou expectativa de que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei de ratificação ainda no primeiro semestre deste ano. A meta do governo é permitir que as novas regras entrem em vigor já a partir do segundo semestre.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Segundo Alckmin, o acordo será formalmente assinado no próximo sábado (17), durante encontro no Paraguai. O vice-presidente destacou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações, afirmando que o petista “foi quem fez todo o trabalho” para viabilizar o entendimento entre os blocos, embora o desfecho não tenha ocorrido durante a presidência brasileira do Mercosul.

“Assim que for assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós aprovamos a lei internalizando o acordo, esperamos que aprovem ainda no primeiro semestre e que entre em vigor já no segundo semestre”, afirmou Alckmin em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

O vice-presidente classificou o pacto como o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. “São 720 milhões de pessoas, US$ 22 trilhões de mercado. São cinco países do Mercosul e 27 países da União Europeia. Isso significa comércio. Vamos vender mais para eles. Vai ter livre comércio, mas com regras. Vamos comprar mais deles também”, declarou.

https://www.correiobraziliense.com.br/webstories/2025/04/7121170-canal-do-correio-braziliense-no-whatsapp.html

Principais beneficiários

Para Alckmin, os principais beneficiários do acordo serão os consumidores e a economia como um todo. “Quem ganha é a sociedade. Se sou mais eficiente em um produto, vendo para você. Se você é mais eficiente em outro produto, você vende para mim. Ganha a sociedade comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade”, argumentou.

Ele também ressaltou os impactos positivos sobre diferentes setores produtivos, afirmando que o entendimento deve impulsionar o agronegócio, a indústria e os serviços. “O comércio exterior hoje é emprego na veia. Se determinadas empresas não exportarem, elas fecham”, completou.

Na avaliação do vice-presidente, o acordo também tem valor simbólico no cenário internacional. “O acordo é um exemplo para o mundo em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerra em vários lugares, de protecionismo exacerbado. É um exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter o livre comércio”, concluiu.

 

Mais Lidas