Nova taxação

Alckmin minimiza impacto de tarifa de 25% anunciada por Trump a parceiros do Irã

O vice-presidente também demonstrou ceticismo quanto à viabilidade prática da medida anunciada por Trump

Segundo o ministro do Mdic, mesmo que a medida venha a ser formalizada, o impacto sobre a economia brasileira tende a ser limitado, devido ao baixo volume de comércio bilateral -  (crédito:  Rafa Neddermeyer/Ag..ncia Brasil)
Segundo o ministro do Mdic, mesmo que a medida venha a ser formalizada, o impacto sobre a economia brasileira tende a ser limitado, devido ao baixo volume de comércio bilateral - (crédito: Rafa Neddermeyer/Ag..ncia Brasil)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, minimizou nesta quinta-feira (15/1) os possíveis efeitos para o Brasil do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã. Segundo Alckmin, mesmo que a medida venha a ser formalizada, o impacto sobre a economia brasileira tende a ser limitado, devido ao baixo volume de comércio bilateral.

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O anúncio foi divulgado na segunda-feira (12), mas ainda não se transformou em uma decisão oficial do governo norte-americano. De acordo com o vice-presidente brasileiro, o Irã ocupa uma posição marginal na pauta de comércio exterior do Brasil e, além disso, a balança comercial é amplamente favorável ao lado de cá.

“O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro. Ele está lá no fim da fila, não tem muita relevância. Aliás, somos grandes exportadores, vendemos mais do que compramos deles”, afirmou Alckmin em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

O vice-presidente também demonstrou ceticismo quanto à viabilidade prática da medida anunciada por Trump, especialmente se ela for aplicada de forma ampla a todos os países que mantêm algum tipo de relação comercial com Teerã. Segundo ele, a abrangência da iniciativa poderia atingir dezenas de nações, incluindo parceiros europeus dos Estados Unidos.

“A gente exporta US$ 2,5 bilhões, e eles (Irã) não exportam nem US$ 200 milhões. Mas não vejo relação [sobre as negociações do tarifaço] e acho que a questão da ‘supertarifação’ é difícil de ser aplicada porque você teria de aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, observou o ministro.

Alckmin afirmou ainda que o governo brasileiro aguarda a eventual publicação de uma Ordem Executiva por parte dos Estados Unidos para avaliar, de forma mais precisa, os desdobramentos e a necessidade de adoção de medidas.

A tarifa de 25% anunciada por Trump integra um pacote de retaliações econômicas contra o Irã, em um contexto de aumento das tensões internas no país, marcado por protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Esses movimentos ocorrem em meio a uma crise econômica atribuída, em parte, a décadas de sanções internacionais.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos”, declarou o presidente norte-americano em comunicado divulgado na Truth, sua própria rede social. “Esta ordem é final e irrecorrível”, acrescentou.

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postado em 15/01/2026 10:52 / atualizado em 15/01/2026 10:52
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