ECONOMIA

Haddad diz que reforma tributária reduz cargos 'artificiais' e burocracia

Ministro da Fazenda cita o alto número de litígios por tributos no país como um entrave para o aumento da produtividade

Haddad participou da cerimônia de sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que institui o Comitê-Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS) -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Haddad participou da cerimônia de sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que institui o Comitê-Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS) - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que uma das principais vantagens da reforma tributária sancionada pelo governo federal é o fim de cargos considerados “artificiais” os quais, segundo ele, causam uma burocracia forte no país. De acordo com o ministro, as mudanças liberam “energia criativa” para que o país volte a crescer com sustentabilidade.

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“Essa reforma tributária é para a gente voltar a sonhar, mas o Brasil precisa se voltar para o aumento da produtividade e da competitividade”, destacou Haddad, que lamentou o número atual de litígios no país relacionados a questões tributárias. Ele explica que um dos objetivos da reforma é reduzir a judicialização sobre os impostos. “Eu quero crer que estamos dando um passo essencial para ver esse Brasil voltar a brilhar”, acrescentou o ministro.

Haddad participou da cerimônia de sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que institui o Comitê-Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS), um dos pilares da reforma tributária. Além disso, o evento também serviu para marcar o anúncio da plataforma oficial da reforma, que já deve entrar em operação.

Durante o lançamento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, destacou o sucesso das negociações do Planalto com o Congresso Nacional, após anos de discussão sobre o tema. O ministro ressaltou que as mudanças devem gerar um incremento de 14% dos investimentos nos próximos anos, além de um crescimento de 17% das exportações. “Essa é uma reforma histórica, que traz eficiência econômica e desenvolvimento para o país”, comentou.

Já o secretário-especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que é preciso “separar o joio do trigo”, ao relembrar as operações encabeçadas pela secretaria em 2025 que identificaram fraudes tributárias em empresas que tinham ligações, inclusive, com o crime organizado. Segundo ele, além de olhar para o “joio”, que seria os criminosos, as mudanças do atual sistema devem focar no “trigo”, ao facilitar a vida do contribuinte.

Sobre a nova plataforma da reforma, Barreirinhas destacou que mais de 400 empresas integraram a fase piloto do sistema, que durou seis meses e contou com a participação de companhias maiores, como a Vale e a Petrobras. “(É o sistema) mais poderoso da América Latina e um dos mais poderosos de todo o mundo”, pontuou. De acordo com o secretário-geral, a novidade vem para unir a justiça fiscal e social.

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postado em 13/01/2026 18:12
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