Mercosul-UE

Governo espera que acordo com União Europeia entre em vigor já em 2026

Geraldo Alckmin destacou que a parceria fortalece multilateralismo em um "momento geopolítico difícil"

Vice-Presidente da República e Ministro, Geraldo Alckmin durante coletiva de imprensa, no MDIC, em Brasília -  (crédito: Júlio César Silva/MDIC)
Vice-Presidente da República e Ministro, Geraldo Alckmin durante coletiva de imprensa, no MDIC, em Brasília - (crédito: Júlio César Silva/MDIC)

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, comemorou nesta sexta-feira (9/1) a aprovação dos países-membros da União Europeia para a assinatura do acordo com o Mercosul. De acordo com o vice, os termos devem ser assinados no Paraguai, já na próxima semana.

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Mesmo com a assinatura, ainda há um processo para que o acordo entre em vigor, que pode levar anos, inclusive. Isso ocorre porque, após ser assinado pelos dois blocos, ele ainda deve ser aprovado pelas casas legislativas de cada país membro, embora não seja necessário que todos aprovem para que possa valer nos países que já aceitaram os termos.

Apesar da possibilidade de demora para a concretização, o governo federal espera que isso seja definido ainda este ano, de preferência no primeiro semestre, para que entre em vigor sem a necessidade dos outros três países do Mercosul – Argentina, Uruguai e Paraguai – também aprovarem internamente.

“O acordo deve ser assinado nos próximos dias e a nossa expectativa é de que a vigência ocorra este ano”, destacou o ministro, que emendou: “Se o Congresso brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, Uruguai e Paraguai. Já entra em vigência”.

Alckmin destacou, durante entrevista coletiva na sede da pasta, que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil – atrás somente da China – e que em 2025 movimentou US$ 100 bilhões na corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações.

Além disso, acrescentou que o acordo é um movimento que reforça o multilateralismo no mundo, após um ano marcado por guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com participação de outros países, como a China, por exemplo, que voltou a elevar as tarifas sobre a carne bovina importada.

“Num momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo. Mostra que é possível construir um comércio com regras, de abertura comercial não do isolacionismo, mas do multilateralismo”, acrescentou o vice-presidente.

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postado em 09/01/2026 19:25
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