IPCA-15

Prévia da inflação desacelera em janeiro, mas alimentos voltam a pressionar

Índice registrou alta de 0,20%, desacelerando 0,05 ponto percentual em relação à prévia de dezembro. Resultado refletiu a queda dos preços nos grupos de habitação e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,20% em janeiro. O resultado, divulgado nesta terça-feira (27/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação à prévia de dezembro.

O dado ainda ficou acima do registrado em janeiro de 2025, quando a taxa foi de 0,11%. No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 0,20%. Em 12 meses, o índice chega a 4,50%, acima dos 4,41% observados no período imediatamente anterior.

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Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete registraram alta. O principal destaque foi o grupo alimentação e bebidas. Após interromper uma sequência de sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio avançou 0,21%, o que levou o grupo — de maior peso no índice — a acelerar em relação a dezembro, quando havia registrado alta de 0,13%.

Contribuíram para o resultado as altas do tomate, da batata-inglesa, das frutas e das carnes. Em sentido oposto, destacaram-se as quedas do leite longa vida, do arroz e do café moído. Já a alimentação fora do domicílio avançou 0,56% em janeiro, pressionada pelas altas do lanche e da refeição.

Alívio 

Os grupos habitação e transportes apresentaram variações negativas em janeiro, com recuo de 0,26% e 0,13%, respectivamente, ajudando a aliviar as pressões inflacionárias no período.

O grupo transportes registrou queda influenciada principalmente pela redução de 8,92% nas passagens aéreas e de 2,79% no ônibus urbano. Ainda no grupo, o metrô teve alta de 2,52%, impacto atenuado pela redução de 0,69% das tarifas em Brasília, em razão da gratuidade aos domingos e feriados.

Em habitação, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que recuou 2,91%, exercendo o maior impacto de baixa no resultado do mês. Em dezembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; em janeiro, passou a valer a bandeira verde, sem custo extra para os consumidores.

Resultado por grupos 

  • Alimentação e bebidas: 0,31%
  • Habitação: -0,26%
  • Artigos de residência: 0,43%
  • Vestuário: 0,28%
  • Transportes: -0,13%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,81%
  • Despesas pessoais: 0,28%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: 0,73%

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