CASO MASTER

Executivos do Master e do BRB prestam depoimento à PF

A rodada de oitivas está acontecendo na sede do Supremo, por ordem do ministro relator do caso, Dias Toffoli. Oito pessoas ligadas às duas instituições foram intimadas

Estão sendo ouvidos na sede do Supremo Tribunal Federal dirigentes dos bancos Master e BRB sobre as negociações envolvendo as duas instituições -  (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Estão sendo ouvidos na sede do Supremo Tribunal Federal dirigentes dos bancos Master e BRB sobre as negociações envolvendo as duas instituições - (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, ontem, uma rodada concentrada de depoimentos no inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, em uma fase considerada decisiva para o andamento das apurações. As oitivas, autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso, reuniram dirigentes do Master, do Banco de Brasília (BRB) e de empresas suspeitas de ligação com as denúncias. A etapa é conduzida com apoio da Polícia Federal e ocorre de forma presencial e por videoconferência.

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Inicialmente, os investigadores pretendiam distribuir os depoimentos ao longo da última semana de janeiro e da primeira de fevereiro. O cronograma, porém, foi alterado após a ordem do ministro Dias Toffoli para concentrar as oitivas em dois dias consecutivos no Tribunal.

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Ao todo, oito executivos e empresários foram convocados a prestar esclarecimentos. Parte dos depoimentos está sendo colhida na sede do STF, em Brasília, enquanto outros depõem remotamente. A diversidade de cargos e instituições envolvidas indica que a investigação busca esclarecer a estrutura financeira e operacional das transações sob suspeita, além de mapear a responsabilidade de cada agente nas decisões que resultaram nas operações analisadas.

O primeiro a prestar depoimento, nesta segunda-feira, foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ele respondeu às perguntas dos investigadores, mas o conteúdo do depoimento não foi divulgado em razão do sigilo processual.

Na sequência, estavam previstos os depoimentos de empresários ligados ao conglomerado do Banco Master e de executivos da instituição. Entre eles, Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Master, que optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não produzir prova contra si.

Hoje, estão previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos e Tecnologia do Master, além de sócios e ex-sócios da instituição.

Cronograma mantido

A concentração das oitivas em dois dias ocorreu após Toffoli reduzir o prazo inicialmente solicitado pela Polícia Federal. A decisão gerou ruídos na relação entre o ministro e a corporação, mas manteve o cronograma sob supervisão direta do gabinete do relator. A perícia do material apreendido na fase mais recente da Operação Compliance Zero está a cargo da Procuradoria-Geral da República (PGR), com acompanhamento de peritos da PF indicados por Toffoli. A corporação tem até 60 dias para apresentar o relatório final. (Com Agência Brasil)

 

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postado em 27/01/2026 03:55
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