
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não convidou nenhum nome para ocupar as vagas abertas na diretoria do Banco Central. A declaração foi feita ao comentar especulações sobre uma possível indicação do secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello, para o cargo no BC.
Segundo Haddad, Lula está em fase de coleta de sugestões e não tomou decisão formal sobre as indicações, que dependem de convite oficial do presidente e posterior sabatina no Senado. “O presidente é muito zeloso em relação a indicar pessoas com mandato, porque com quando a pessoa tem um mandato, você não pode demitir. É diferente de um secretário nacional. Se eu tenho lá um secretário do Tesouro, o presidente se entender que a pessoa não tá desempenhando bem, ele pode chamar o ministro e trocar essa pessoa”, afirmou o ministro Haddad, em entrevista à BandNews FM nesta terça-feira(3/2).
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O chefe da equipe econômica confirmou que, cerca de três meses atrás, apresentou ao presidente dois nomes para consideração: Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, professor catedrático da Universidade de Cambridge. De acordo com o ministro, a sugestão foi feita de forma preliminar e não houve novas conversas sobre o tema desde então. O chefe da pasta reiterou que Lula ouvirá diferentes interlocutores antes de tomar a decisão final.
O ministro também afirmou que o vazamento de informações sobre possíveis indicações prejudicou o processo, uma vez que decisões desse tipo costumam ser anunciadas apenas após a definição presidencial.
Ex-diretores da autoridade monetária fizeram declarações ontem (2) em condição de anonimato ao jornal O Estado de S. Paulo sobre Mello.
“Eu acho estranha uma reação orquestrada assim, até de ex-diretores, de forma deselegante. O mais arrogante dos ex-diretores, que às vezes fala nos jornais, que colocou a Selic em 2% e o câmbio desvalorizou 40%. Aliás, quem eu acredito que tenha sido um grande responsável pela derrota do bolsonarismo nas eleições. E são essas pessoas que ficam falando de uma maneira como se houvesse uma conspiração”, concluiu o ministro em referência às eleições de 2022.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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