
A liquidação do Banco Pleno afetará cerca de 160 mil clientes e exigirá um desembolso de R$ 4,9 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir investidores da instituição. Os números foram confirmados pelo próprio fundo nesta quarta-feira (18/2).
O valor será destinado a credores elegíveis às garantias, principalmente investidores em Certificado de Depósito Bancário (CDBs). Com o novo pagamento, a exposição do FGC ao conglomerado ligado ao antigo Master supera R$ 51 bilhões.
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Cada investidor do Pleno receberá o saldo aplicado, acrescido dos rendimentos até a data da liquidação, respeitado o limite de cobertura. Segundo o fundo, “todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado”.
O Banco Central indicará um liquidante, responsável por consolidar a lista de credores e repassar as informações ao FGC. O pedido de ressarcimento deverá ser feito pelo aplicativo do fundo, onde o cliente indicará uma conta de sua titularidade para receber os valores.
Limite de ressarcimento
O Banco Pleno, anteriormente chamado de Banco Voiter, desligou-se do conglomerado Banco Master em julho de 2025. Sendo assim, investidores que aplicaram recursos na instituição durante o período em que ela ainda integrava o grupo podem ter o ressarcimento afetado. A garantia do FGC é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ considerando todas as instituições de um mesmo conglomerado financeiro.
Na prática, quem já atingiu esse teto nas liquidações do Banco Master, Banco Master de Investimento, Letsbank ou Will Bank pode não ter novos valores a receber agora. Se o investidor foi reembolsado parcialmente em processos anteriores, a quantia já paga é descontada do limite global, restando apenas eventual saldo dentro do teto permitido.
“O Banco Pleno não faz parte do conglomerado Master, assim o liquidante irá apurar a garantia até o limite da regulamentação”, destacou o FGC em nota.
Com a liquidação, os bens da instituição ficam bloqueados e o banco deixa de operar. Recursos mantidos em conta corrente, poupança e aplicações como CDBs, LCIs e LCAs tornam-se indisponíveis e têm os rendimentos contabilizados somente até a data da intervenção. Os valores cobertos seguirão o procedimento de pagamento estabelecido pelo FGC.
- Leia também: Caso Master: especialistas explicam o que esperar
Perfil dos clientes
O Banco Pleno tinha atuação concentrada no atendimento a empresas, com foco no financiamento ao setor produtivo e ao agronegócio. A carteira era voltada principalmente ao crédito corporativo, oferecendo soluções financeiras para negócios e produtores rurais.
Classificado no segmento S4 da regulação prudencial, o banco era considerado de pequeno porte. Representava cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, segundo os critérios do enquadramento regulatório.

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