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Carnaval incrementa o turismo, que deve encerrar mês com faturamento de R$ 18 bi

Estimativa da FecomércioSP aponta que o carnaval vai turbinar comércio e serviços em fevereiro, com alta de 10% em relação a 2025

Otimismo econômico: a folia momesca contribuiu para o crescimento das vendas e do turismo no mês de fevereiro -  (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
Otimismo econômico: a folia momesca contribuiu para o crescimento das vendas e do turismo no mês de fevereiro - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O carnaval de 2026 deve impulsionar de forma expressiva a atividade turística no Brasil. A previsão é de que o setor fature R$ 18,6 bilhões em fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP).

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Se confirmada, a marca será a melhor para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O desempenho reflete o momento positivo do setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e incentivam as viagens. Mesmo sendo ponto facultativo, o carnaval tradicionalmente movimenta toda a cadeia turística, com destaque para transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a festa deve consolidar o bom momento do setor em todo o país. Ele destaca que a movimentação financeira reforça o papel do carnaval como indutor do desenvolvimento econômico, gerando empregos, renda e fortalecendo pequenos e médios negócios.

"Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais", destacou o ministro.

Além das grandes viagens, deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem significativamente para a economia local. Hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos se beneficiam do aumento do fluxo de visitantes. Para a FecomércioSP, o carnaval representa o ápice de uma temporada de lazer que começa em dezembro e se estende até fevereiro.

Levantamento da Booking.com indica que Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte lideram a preferência dos viajantes, atraindo públicos que buscam desde praia e grandes festas até a folia urbana intensa. Entre os turistas internacionais, Florianópolis e São Paulo também figuram entre os destinos mais desejados.

Consumo elevado

O otimismo econômico, no entanto, convive com um cenário de fragilidade financeira de parte da população. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que cerca de 41,4 milhões de pessoas — o equivalente a 25% dos consumidores das capitais — devem aproveitar o carnaval.

As comemorações incluem encontros entre amigos e familiares, participação em blocos de rua e festas em clubes e baladas. Entre os itens mais consumidos estão bebidas não alcoólicas, cerveja ou chope, refeições fora de casa, refrigerantes e produtos para churrasco.

Apesar do forte consumo, os dados revelam um risco relevante: 32% dos foliões que pretendem gastar já possuem contas em atraso. Entre os endividados que planejam consumir, 67% estão com o nome negativado. O cenário se insere em um contexto mais amplo de inadimplência: cerca de 81,2 milhões de adultos estavam endividados no fim de 2025, o equivalente a quase metade da população adulta.

Outro fator que preocupa é a falta de planejamento financeiro. Quase metade dos consumidores ainda não definiu quanto pretende gastar, o que pode favorecer compras por impulso. Especialistas recomendam organização prévia para evitar que os gastos da folia comprometam o orçamento nos meses seguintes.

Delivery

O impacto do carnaval também se estende ao consumo doméstico e ao comércio digital, especialmente no interior do país. Pesquisa do aplicativo de delivery aiqfome mostra que o número de pedidos aumenta em média 12,4% durante o período, com crescimento superior a 40% nos dias de pico, especialmente na segunda e terça-feira de carnaval.

O ticket médio por pedido é de R$ 57,43, e a região Sudeste concentra a maior demanda, com destaque para o Paraná como o estado com maior volume de pedidos na plataforma. A expansão do consumo inclui também bebidas entregues em domicílio. Parceria entre o aplicativo e o Grupo Heineken oferece entrega ultra rápida em diversas cidades do interior, com crescimento superior a 14% nos pedidos de bebidas mês a mês. O serviço, disponível em mais de 700 municípios, deve ganhar ainda mais relevância durante os dias de festa.

 


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postado em 18/02/2026 04:42
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