A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (3/2) que o fortalecimento da Petrobras tem desempenhado papel central na redução dos preços dos combustíveis no Brasil, em um cenário marcado pelo recorde histórico de produção de petróleo registrado em 2025. Para a ministra, os resultados indicam uma mudança de direção em relação às políticas adotadas por gestões anteriores.
Em publicação nas redes sociais, Gleisi citou dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que apontam que a produção nacional atingiu 3,77 milhões de barris de petróleo por dia no ano passado — alta de 26% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, aproximadamente dois terços desse volume têm origem na Petrobras, o que, em sua avaliação, evidencia o protagonismo da estatal no setor.
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“A produção de petróleo no Brasil bateu recorde de 3,77 milhões de barris por dia em 2025, informa a ANP. É um crescimento de 26% desde o início do governo do presidente Lula. Quase dois terços dessa produção vêm da nossa Petrobras, que os governos anteriores queriam entregar para o estrangeiro”, afirmou em publicação no X.
Gleisi também relacionou o fortalecimento da companhia à política de preços praticada nas refinarias. De acordo com ela, os valores dos combustíveis nesses pontos acumulam queda de 27% desde dezembro de 2022. “É o fortalecimento da Petrobras que vem permitindo a redução dos preços dos combustíveis nas refinarias, que já caíram 27% desde dezembro de 2022”, afirmou.
Apesar disso, a ministra avaliou que parte dessa redução não chega integralmente ao consumidor final. Na análise dela, privatizações realizadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda geram impactos no mercado. “Mas a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás, no desgoverno de Jair Bolsonaro, impede que essa redução de preços chegue plenamente à população consumidora”, disse.
Ao concluir, Gleisi defendeu a revisão dessas medidas e classificou as privatizações como prejudiciais ao país. Para a ministra, trata-se de um erro histórico. “É preciso corrigir esse que foi um dos maiores crimes já cometidos contra o país e o patrimônio do povo brasileiro”, afirmou.
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