TARIFAS

Alckmin minimiza 'taxação global' dos EUA: 'Não perdemos competitividade'

Anunciada nesta sexta-feira (20/2) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a tributação a importações ocorreu após a Suprema Corte norte-americana derrubar o "tarifaço" a importações vindas de países que transacionam com os Estados Unidos

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, minimizou os impactos da taxação global de 10% a produtos importados pelos Estados Unidos. Anunciada nesta sexta-feira (20/2) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a tributação a importações ocorreu após a Suprema Corte norte-americana derrubar o "tarifaço" a importações vindas de países que transacionam com os Estados Unidos.

"Nós não perdemos competitividade com os 10% geral (taxação a todos o parceiros comerciais dos EUA). O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de mais 40% que ninguém (outros países) tinha. Esse é que era o problema. Aí sim, você efetivamente perdia a competitividade", considerou Alckmin, em conversa com jornalistas, após a decisão do presidente norte-americano.

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Além de minimizar a taxação global anunciada pelos EUA, Alckmin celebrou a decisão da justiça dos EUA em retirar o tarifaço que abrangia produtos brasileiros. "Ainda tínhamos 22% da exportações (brasileiras) oneradas com o tarifaço. Então, isso (decisão da justiça) abre uma oportunidade ótima para maior complementaridade econômica, ganha a ganha e investimentos recíprocos", afirmou.

Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comanda a presidência da República em substituição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda na Índia e seguirá para a Coreia do Sul, na próximo domingo (22/2).  

Na avaliação do presidente em exercício do Brasil, tanto a anulação do tarifaço quanto a determinação de que todos os parceiros comerciais dos EUA serão taxados em 10% vão melhorar o ambiente de negociação para a reunião entre Lula e Trump, em março, nos Estados Unidos.

"Você tem outros temas (na negociação com os Estados Unidos). Um tema que está agora na pauta (da Câmara) da próxima semana, o redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center). Inúmeras empresas americanas estão interessadas em investir em data center no Brasil, com a aprovação do redata. Você tem também minerais estratégicos e de terras raras, que é um tema relevante", detalhou Alckmin.

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