A Azul Linhas Aéreas anunciou que firmará um acordo de compartilhamento de voos com a American Airlines e descartou a retomada das negociações de fusão com a Gol. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (23/2) pelo CEO da companhia, John Rodgerson, poucos dias após a empresa concluir seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos.
Na sexta-feira (20), a companhia aérea comunicou oficialmente a saída do Chapter 11 — mecanismo equivalente à recuperação judicial — iniciado em maio de 2025 para reorganização de dívidas e reforço de caixa.
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Como parte do plano de reestruturação, a empresa prevê receber US$ 200 milhões em novos aportes, um US$ 100 milhões da American Airlines e outros US$ 100 milhões da United Airlines.
O acordo de codeshare com a American permitirá ampliar a oferta de destinos e conexões, integrando trechos operados pelas duas companhias e expandindo a malha internacional da aérea brasileira.
Segundo Rodgerson, o novo cenário financeiro afasta a necessidade de consolidação com concorrentes. “Quando você acumula um monte de dívida, a fusão pode ser benéfica como uma saída diferente. Ao entrar no Chapter 11, não há necessidade, a gente não precisa”, afirmou a jornalistas.
O CEO acrescentou que, após a reestruturação, a companhia saiu do processo com um nível de alavancagem inferior ao de concorrentes que também passaram por recuperação judicial. “Então eu não vejo a fusão como algo que está na mente”, destacou.
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